Música faz parte do dia a dia dos jogadores e ajuda a descontrair o ambiente
Robinho, Kaká e Gomes se divertem na seleção brasileira
No primeiro dia de treino na África do Sul, Robinho entrou em campo batucando com as mãos. Era o sinal de que o ambiente no ônibus da seleção até o campo da Randburg High School foi animado. A música serve para animar e descontrair o ambiente da seleção brasileira.
O pagode predomina na roda entre os jogadores. E gera brincadeiras também. Logo nos primeiros dias de concentração, em Curitiba, Kaká aproveitou para brincar com os companheiros.
- Robinho toca cavaquinho melhor que o Julio Baptista! Comprovado! - escreveu Kaká no Twitter.
No voo da seleção brasileira até Joanesburgo, na África do Sul, os jogadores aproveitaram para soltar a voz. As músicas "Grades do Coração" e "Tá Escrito", sucessos do grupo Revelação, "Água da Minha Sede", de Roque Ferreira e Dudu Nobre (sucesso na voz de Zeca Pagodinho) e “Tchau e Bença”, do Exaltasamba, ganharam versões acústicas. As canções estão entre as preferidas do grupo.
- É um grupo que eu gosto bastante e estou sempre cantando - disse Julio Baptista.
A rodinha de samba e pagode da seleção brasileira virou uma tradição na seleção brasileira. Gilberto Silva explica a alegria dos jogadores ao se encontrarem na concentração.
O pessoal da seleção sempre que está junto canta e se diverte. É um motivo de alegria para todo mundo. Muitas vezes não temos isso nos nossos clubes, porque a gente não fala a mesma língua. Já aqui todo mundo se conhece. Imagina contar uma piada em inglês para um grego entender... O samba, o cavaquinho, o pandeiro é um complemento a mais para a gente ficar super à vontade aqui. É um motivo de orgulho para a gente - disse Gilberto Silva.
Entre os principais integrantes da "turma do barulho" estão Robinho, Julio Baptista, Daniel Alves, Thiago Silva e Maicon. Nas últimas Copas do Mundo, a seleção brasileira escolheu músicas como lema. Em 2002, a conquista do penta foi embalada pelas canções “Festa”, de Ivete Sangalo, e “Deixa a Vida me Levar”, de Zeca Pagodinho.
Na seleção há quem já soltou a voz. O atacante Luis Fabiano, que é fã de Snoop Dogg, teve uma experiência como cantor. Ele gravou um rap junto com o amigo Professor Pablo no final do ano passado, em que descrevia a própria caminhada até o sucesso.
Já Nilmar faz um estilo mais eclético. Fã da música sertaneja, o atacante teve trilha sonora dos Beatles no casamento.
- Gosto de sertanejo, não posso fugir das origens. Não posso falar de samba ou funk. O pessoal lá de Bandeirantes (PR) vai falar que não sou eu - disse o atacante.
Kaká gosta de escutar gospel, o som do Renascer Praise. Josué, que nasceu em Vitória de Santo Antão, no interior de Pernambuco, adora um forró.
- Eu gosto muito da cultura da cidade em que eu vivi. Gosto muito de forró. Mas depois de muitos anos vivendo em Goiânia é impossível não gostar de sertanejo - disse o volante, que jogou no Goiás.
Nesta segunta-feira, o motorista que transporta o material de treino da Seleção, o sul-africano Willie Daza, ouvia CDs de samba e de Roberto Carlos na van no caminho entre o hotel e o campo de treino.

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