Mafia Canarinho




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domingo, 30 de maio de 2010

Agora é Buffon quem desce a lenha na bola da Copa: 'Vergonhosa'


Como Julio Cesar, goleiro da Itália também não poupa críticas à 'Jabulani'

Buffon se prepara para treino da seleção Italiana

O primeiro a falar mal foi o brasileiro Julio Cesar. Depois, o goleiro Bravo, do Chile, também reclamou da bola que será utilizada na Copa do Mundo. Neste domingo, coube ao italiano Buffon, considerado um dos melhores do mundo, descer a lenha na "Jabulani".



Campeão mundial com a Azzurra em 2006, Buffon, que uma vez mais será titular no gol italiano na Copa da África do Sul, também usou palavras fortes para reclamar da pelota (Julio Cesar disse que é horrorosa).


- Até agora tudo está ocorrendo da melhor maneira, mas há um aspecto negativo que tenho que ressaltar, assim como fizeram outros colegas meus. Eu me refiro à bola que será utilizada por todos neste Mundial. O novo modelo é absolutamente inadequado e acho vergonhoso uma competição tão importante, que reúne tantos campeões, ter uma bola como esta - disse Buffon, em seu perfil pessoal no "Facebook".


A "Jabulani" tem sido alvo de críticas não só dos goleiros. Neste domingo, o atacante Luis Fabiano também falou mal da bola da Copa. Segundo o artilheiro brasileiro, ela é "sobrenatural".

Rival do Brasil, Costa do Marfim exibe bom futebol, mas cede empate

Depois de dominar a maior parte do jogo e fazer 2 a 0 no Paraguai, seleção marfinense leva gol aos 45 minutos do segundo tempo e empata em 2 a 2

A Costa do Marfim mostrou neste domingo que pode dar trabalho ao Brasil na Copa do Mundo. Adversária da seleção de Dunga na primeira fase do Mundial, a equipe mostrou técnica e habilidade em amistoso contra o Paraguai no Estádio Évian les Bains, na França. Os marfinenses chegaram a fazer 2 a 0 com gols de Didier Drogba e Souleymane Bamba. No entanto, os sul-americanos conseguiram empatar a partida com gol de Lucas Barrios e de Torres no fim do segundo tempo.


Desde o início do jogo a Costa do Marfim mostrava qualidade técnica e chegava ao ataque com facilidade. Em ótima forma, o craque do time Didier Drogba comandava a equipe no campo adversário. Mas, apesar da pressão marfinense as duas seleções foram para o intervalo empatando em 0 a 0.

Foi no segundo tempo que a Costa do Marfim levou mais perigo ao gol do paraguaio. Aos sete minutos Yaya Touré fez boa jogada individual pelo meio e sofreu falta perto da área. Drogba cobrou e balançou a rede depois da bola desviar na barreira: 1 a 0. A Costa do Marfim continuou a pressionar o Paraguai, que não conseguia criar nenhuma jogada de ataque. A boa atuação de Drogba foi reconhecida quando o atacante foi substituído aos 15 minutos da segunda etapa e saiu aplaudido pela torcida. Aos 28 minutos Eboué cobrou falta perto da área, Bamba desviou a bola e marcou o segundo gol da partida.

A reação do Paraguai veio um minuto depois dos sul-americanos sofrerem o segundo gol. O argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios recebeu a bola na entrada da área e diminuiu. Depois do gol de Barrios, o Paraguai passou a atacar e chegou ao empate aos 45 minutos do segundo tempo. Torres bateu falta, a bola desviou na barreira e entrou.

O Paraguai agora enfrenta a Grécia no dia 2 de junho em seu último jogo preparatório para a Copa do Mundo. Os sul-americanos estão no Grupo F e jogam contra Itália, Eslováquia e Nova Zelândia na primeira fase do Mundial. Já a Costa do Marfim está no Grupo G e enfrenta Portugal, Brasil e Coreia do Norte na fase de grupos do torneio

Video do Coletivo

Chuteiras personalizadas viram moda na busca pelo hexa



Com calçados sob medida e homenagens aos familiares e à pátria, jogadores sonham com a conquista de mais uma Copa do Mundo

As chuteiras que serão utilizadas pelos jogadores durante a Copa

As chuteiras viraram uma espécie de identidade para os jogadores da seleção. Kaká, por exemplo, destaca a sua fé com a menção à religião. A mensagem: “Jesus in the first place” (Jesus em primeiro lugar) está gravada no pé direito.



Artilheiro da seleção, o atacante Luís Fabiano coloca suas iniciais "LF9" em um pé, e no outro as iniciais dos nomes da esposa (Juliana) e das filhas (Geovanna e Gabriela), o que forma a sigla "JGG". Robinho prefere fazer uma homenagem ao filho Júnior e com um recadinho: "Papai te ama".


Os jogadores brasileiros também procuram seguir a risca o tradicional lema "pátria na chuteira". Dos 23 atletas, nove pediram para se gravar no calçado a bandeira do Brasil. E não são apenas os bordados que chamam a atenção. Alguns atletas pedem aos fabricantes modelos sob medida. No caso da Nike, que trabalha com 14 jogadores da atual seleção, Elano e Luís Fabiano tem calçados diferenciados. Enquanto o primeiro gosta de travas a mais no solado, o outro prefere um material mais macio no peito do pé e no bico da chuteira. Na Itália, a empresa tem uma fábrica para produzir os modelos exclusivos dos maiores craques, com medidas e especificações detalhadas de cada um.


Robinho e Nilmar vão entrar em campo nesta Copa do Mundo com o chamado "modelo inteligente", que tem uma tecnologia capaz de identificar o tipo de gramado e regular, automaticamente, a altura das travas. Já a Adidas patrocina quatro jogadores do time brasileiro. O zagueiro Lúcio, o lateral-esquerdo Michel Bastos, o meia Kaká e o atacante Grafite.


Kaká, visto como a estrela da atual seleção, também vai jogar na Copa do Mundo com um modelo personalizado. Todas as características da chuteira foram passadas pelo meia para a empresa, que demorou quase dois meses para desenvolvê-la. Tudo para deixar os brasileiros com o pé calibrado em busca do hexa.

Luís Fabiano coloca Messi como rival, mas não pelo que faz na Argentina

Atacante brasileiro apontou o craque do Barcelona, o espanhol Villa e o inglês Rooney como candidatos à artilharia da Copa do Mundo



O inglês Wayne Rooney, o espanhol David Villa e o argentino Messi foram apontados pelo atacante Luís Fabiano como os seus principais concorrentes na briga pela artilharia da Copa do Mundo de 2010, que terá início no dia 11 de junho. O “Hermano”, porém, parece estar na lista do brasileiro apenas com o nome.



Sim, é verdade que ele é atualmente o melhor jogador do mundo e que arrebentou no Barcelona na última temporada, mas o que faz Luís Fabiano desconfiar de Messi na Mundial da África do Sul é o fato de na seleção argentina ele raramente ir bem. No clube, por exemplo, La Pulga tem a expressiva marca de 43 gols em 49 jogos.


- O Rooney e o Villa são jogadores que podem brigar pela artilharia. Tem o Messi também, que faz bastante gol, mas na Argentina não vai tão bem assim. E, claro, tem o Luís Fabiano, do Brasil, que também vai lutar para ser artilheiro – declarou o atacante do Sevilla, que na última temporada fez 15 gols em 23 jogos.


Embora tenha tido um bom rendimento na última temporada europeia, Luís Fabiano não escapou de algumas críticas na imprensa espanhola. Segundo ele, o motivo da cobrança tem a ver com a lesão que teve no tornozelo e também com alguns problemas musculares que ele sentiu, inclusive antes de se apresentar à seleção.

Na Espanha é normal a pressão sobre o jogador brasileiro. Infelizmente eu não tive uma pré-temporada muito boa. Antes de começar a competição tive muitas lesões. Mas mesmo assim eu fui o artilheiro do time – falou o camisa 9 do Brasil.



Para a estreia da Copa do Mundo, no dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, Luís Fabiano acredita que estará pronto para jogar, totalmente recuperado de sua lesão muscular. Por isso pretende não forçar muito nos amistosos contra Zimbábue, dia 2, e Tanzânia, dia 7 de junho.

Júlio Baptista se diz pronto para substituir Kaká à altura na seleção



Jogador afirma que está preparado para entrar na equipe caso o técnico Dunga veja necessidade. Jogador tem tido boas atuações na seleção

Júlio Baptista sorri durante a coletiva de imprensa

A incerteza sobre a condição física do apoiador Kaká para os primeiros jogos da Copa do Mundo pode até preocupar o técnico Dunga e o torcedor brasileiro. Mas caso o apoiador do Real Madrid não tenha um bom rendimento durante o Mundial, um dos convocados para a disputa da competição tem certeza de que poderá desempenhar um bom papel. Trata-se de Júlio Baptista. Contestado por parte da imprensa e da torcida, ele diz que se garante, caso seja utilizado durante a competição.



- Estou pronto para fazer o meu trabalho. Fico feliz com a confiança do treinador. Outros jogadores vieram e não conseguiram desempenhar o melhor. Uma crítica como essa só faz o atleta melhorar como jogador. É por isso que vou estar sempre tranquilo em relação a isso – afirmou Baptista.


Apesar da desconfiança, os números de Júlio Baptista não mentem. Sempre que foi requisitado por Dunga, o jogador correspondeu com boas atuações. Na final da Copa América, em 2007, na Venezuela, contra a Argentina, ele marcou o primeiro gol da vitória por 3 a 0. Nas eliminatórias, o apoiador, que balançou a rede em duas oportunidades, teve partidas marcantes na campanha da seleção brasileira até o Mundial de 2010.


Mesmo se garantindo para substituir Kaká caso haja uma necessidade, Júlio Baptista afirmou que o companheiro já está recuperado dos problemas físicos que o perseguiram durante a última temporada na Europa.


- O Kaká vinha de uma lesão como vocês sabem. Já se reincorporou ao grupo e ele melhorou bastante. O jogador quando chega na seleção, mesmo que ele venha de um mau período, ele consegue se recuperar e dar tudo pela seleção. Aqui é diferente, vivemos coisas que não passamos em nossos clubes. É o ambiente mais importante que vivemos hoje – afirmou o jogador.

Kaká e Luís Fabiano fazem reforço muscular na manhã deste domingo


Enquanto os companheiros puderam repousar, jogadores cumpriram mais uma etapa da programação elaborada pela comissão técnica

Após treino na parte da manhã, Luis Fabiano conversa com a imprensa


O meia Kaká e o atacante Luís Fabiano cumpriram na manhã deste domingo, em Joanesburgo, mais uma etapa da programação elaborada pela comissão técnica da seleção brasileira. Os dois jogadores realizaram um trabalho de reforço muscular para evitar qualquer tipo de lesão às vésperas da estreia na Copa do Mundo, no próximo dia 15, contra a Coreia do Norte, no Ellis Park. Enquanto os dois treinavam, o restante dos jogadores aproveitava a manhã sem atividades para descansar.



Luís Fabiano e Kaká se apresentaram à seleção brasileira em Curitiba, no último dia 21, sem estar no melhor de suas condições. Nos primeiros dias de atividade na capital paranaense, o Fabuloso ficou fora de um treino com os companheiros. Já o apoiador do Real Madrid fez um trabalho diferenciado antes de se juntar ao restante do grupo.


Na coletiva de imprensa realizada neste domingo, o Fabuloso aproveitou para tranquilizar o técnico Dunga e o torcedor brasileiro. O jogador falou que vai chegar em boas condições na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo.


- Venho trabalhando com normalidade, não sinto dor, tenho feito o todo o trabalho com o grupo. Eu me considero pronto para jogar uma partida sem problema nenhum – afirmou o atacante brasileiro.


Na tarde deste domingo, às 15h30m, o grupo vai voltar a treinar na Randburg High School, em Joanesburgo. A expectativa é que os atletas realizem uma nova atividade com bola.

Luís Fabiano ataca Jabulani, a bola da Copa: ‘Ela é sobrenatural’



Depois das críticas do goleiro Julio Cesar, neste domingo foi o atacante da seleção brasileira quem criticou o produto oficial


Depois das críticas do goleiro Julio Cesar, neste domingo foi o atacante da seleção brasileira quem criticou o produto oficial

Jabulani, a bola da Copa do Mundo da África do Sul, definitivamente não está com moral entre os jogadores da seleção brasileira. Pelo contrário. Ela parece ser uma inimiga. Depois de o goleiro Julio Cesar falar que ela é “horrorosa e parece as que são vendidas em supermercado”, neste domingo foi a vez de Luís Fabiano criticar.



O atacante do Brasil criticou a bola de maneira engraçada e irônica, especialmente porque no último sábado trabalhou finalização com ela (a bola oficial do Mundial foi fabricada pela Adidas e custa aproximadamente R$ 400).


- Essa bola é sobrenatural. A trajetória que ela faz é estranha, ela sai de você, parece que não gosta que alguém chute. Parece que tem alguém guiando, porque quando você vai chutar ou cabecear, ela muda a trajetória – falou o camisa 9.


Como não há chance de mudança, o atacante do Sevilla, da Espanha, espera ao longo dos treinamentos melhorar a sua relação com Jabulani. Até porque, além de ganhar a Copa do Mundo, ser artilheiro está entre os seus planos.


- A bola é mais um adversário. Espero me adaptar o mais rápido possível, porque no sábado foi difícil o treinamento de finalização – acrescentou Luís Fabiano.

Julio Baptista, que também deu coletiva neste domingo em Joanesburgo, na África do Sul, foi outro que criticou Jabulani. Mas em tom mais técnico.



- Tanto para os jogadores como para os goleiros ela é muito ruim. Os laterais tentam cruzar, colocando aquela rosca, mas a bola faz muita curva. Quando o atacante chuta, ela dá três ou quatro roscas antes de chegar ao goleiro. É uma bola bem complicada, bem diferente das utilizadas na Europa – disse o meia.


A seleção brasileira treina na tarde deste domingo na Randburg High School. Pela manhã, apenas o meia Kaká e o atacante Luís Fabiano, que se recuperam de problemas musculares, é que fizeram alguma atividade.

Até Dunga sua a camisa nos treinos

Treinador corre, marca, grita, puxa camisa, carrega baliza e corrige grama



Corre, marca, puxa a camisa e grita: 'Não para, vai até o fundo'. Como jogador, Dunga se destacou pela determinação e liderança. Como técnico o estilo se manteve:muito suor e gritos. Se os atletas têm treinado com afinco, a situação do comandante não é diferente. Ele participou intensamente de todos os treinos com bola realizados em Curitiba e em Joanesburgo, na preparação para a Copa da África do Sul.



Auxiliado por Jorginho, Dunga cobra e incentiva os jogadores praticamente o tempo inteiro. No treino técnico e físico, no qual os atletas faziam um circuito com a bola, o técnico gritava a todo instante: 'vai à linha de fundo, vamos', 'aparece na área para concluir' e, quando satisfeito, elogiava com 'boa' ou 'excelente'. Tudo sempre dentro de campo, ao lado dos atletas.


Na atividade em que dois times apenas lutam para reter a bola por mais tempo, os gritos mudam, mas não a essência: 'usa o campo inteiro', 'quando tocar a bola, não fica de costas, aparece para o companheiro', 'vai até o fundo'.


Como nos tempos de jogador, Dunga participa do treino até marcando e puxando a camisa dos jogadores. O técnico também carrega balizas para lá e para cá, ajuda o preparador físico Paulo Paixão a carregar o material de trabalho e passa boa parte do tempo a reparar o gramado, repondo os tufos que se soltam durante o treino.

sábado, 29 de maio de 2010

Uniforme 'Tropa de Elite': exclusivo da seleção brasileira na África do Sul



Nova roupa de viagem dos jogadores brasileiras foi inspirada em farda militar. Cada jogador tem o seu nome no casaco preto e dourado


De preto, com detalhes em dourado, Kaká chega ao aeroporto de Joanesburgo

Os jogadores da seleção brasileira são mundialmente conhecidos, mas agora ficou ainda mais fácil identificá-los. Tudo porque eles fazem parte da nova “Tropa de Elite” do futebol mundial. Pelo menos é essa a intenção do novo uniforme de viagem da delegação brasileira, estreado na chegada à África do Sul.



Todo preto, com o símbolo da CBF e as estrelas do pentacampeonato mundial em dourado, o agasalho conta com o nome de cada jogador acima do escudo, semelhante ao que é feito nas fardas militares. Mas isso não é mera coincidência. Pelo contrário. O material foi confeccionado com inspiração nesse sentido.


- Quando fizemos esse uniforme houve mesmo uma inspiração militar – explicou Mário Andrada, diretor de comunicação da Nike na América Latina.


Comandante do 'Tropa de Elite', Dunga também tem seu agasalho personalizado

Esse modelo “Black Gold” é uma exclusividade da seleção brasileira. As outras oito seleções patrocinadas pela Nike que estarão na Copa do Mundo da África do Sul não vão ter um modelo igual. São elas Portugal, Holanda, Eslovênia, Sérvia, Estados Unidos, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia.



- A seleção brasileira precisava de uma linha mais elegante para viajar. Fizemos o modelo preto com o nome de cada gravado para homenagear o melhor futebol do mundo – falou Drevol Edwards, vice-presidente global da Nike.


Na linha “Tropa de Elite” do uniforme da seleção brasileira, o nome dos jogadores no casaco não é a única novidade. Os gorros e os tênis seguem a mesma linha, só que nesse caso as palavras são bordadas do lado de dentro, por ordem da Fifa.


O modelo preto e dourado do traje de viagem do Brasil voltará a ser usado na próxima terça-feira, quando a equipe vai ao Zimbábue para um amistoso contra a seleção local. A partida está marcada para quarta-feira, na capital Harare.

Oba-oba de Weggis dá lugar à privacidade e dedicação dos atletas

Após preparação conturbada na cidade suíça em 2006, seleção atual treina com afinco, longe dos holofotes e da torcida


Ronaldo, com barriga saliente, em 2006. Outros jogadores também chegaram bem acima do peso...


Seleção se apresentou sem ninguém, aparentemente, fora de forma. Acima do peso, Adriano ficou fora

Weggis é uma palavra que causa mal-estar na CBF. A bela e pacata cidade suíça de cerca de cinco mil habitantes entrou para a história do futebol brasileiro como sinônimo de festa, desorganização e exposição exagerada dos jogadores. E virou a grande vilã pelo fracasso da seleção na Copa do Mundo de 2006. Um clima de carnaval fora de época que passou a ser combatido quatro anos depois. Dunga gosta de se referir àquela preparação como exemplo de tudo o que não se pode fazer antes de um Mundial.



- É lógico que não vamos deixar que aconteça aqui tudo que eu vi e ouvi falar de Weggis - disse Dunga na primeira entrevista coletiva em Joanesburgo.


A mudança vai além da blindagem e do isolamento dos jogadores. Dunga fez questão de fechar com um grupo disciplinado, não tão chegado a badalações, focado em um objetivo. Quem não se enquadrou ficou pelo caminho.


Em 2006 vários jogadores se apresentaram ao técnico Carlos Alberto Parreira fora de forma. Ronaldo foi o maior exemplo. Chegou a Weggis perto dos 95kg. Nove a mais do que o peso ideal da Copa de 2002. Adriano também estava longe do ideal. Mas, na época, a comissão técnica preferia minimizar o assunto.


Dunga procurou tratar o assunto com cuidado. Avisou ao grupo que quem não se cuidasse estaria fora da Copa. O maior exemplo foi Adriano, que faltou a 13 treinos no Flamengo neste ano, teve muitos problemas pessoais e não conseguiu entrar em forma durante a temporada. A seleção se apresentou sem um jogador, aparentemente, estar acima do peso. Neste sábado, todos os atletas fizeram o mesmo trabalho físico. Ninguém está com uma programação especial. Na convocação para a Copa, o técnico deixou clara a opção pela dedicação integral à seleção.


- Eu adoro o Adriano, nós tentamos de todas as formas. Meu coração falou uma coisa, mas tem uma hora em que é preciso seguir a razão. Não poderia correr o risco de perder o grupo. Demos inúmeras oportunidades para ele recuperar a autoestima, a confiança - disse o treinador no dia da convocação para a Copa do Mundo.


Torcedora invade o campo para abraçar Ronaldinho. Foram várias outras tentativas, mas sem sucesso...


Em Joanesburgo, jogadores treinam longe dos torcedores e não são incomodados durante a atividade

Em 2006, houve o que a CBF classificou com um "Big Brother" com a seleção. Agora, Dunga resolveu blindar o grupo. Nada de torcedores, nada de exposição excessiva. Os treinos não podem ser transmitidos ao vivo, as entrevistas são bem limitadas. Nada de zona mista, quando de seis a oito jogadores passavam por um corredor cheio de jornalistas para dar entrevistas todos os dias. Em Joanesburgo, o contato só é feito por meio de coletivas. Normalmente dois jogadores escolhidos pela assessoria de imprensa. Neste sábado, não houve nem isso. Silêncio.



- Quero que vocês reflitam se são necessárias várias câmeras apontadas para os quartos dos jogadores. O "Big Brother" de Weggis não foi criado por nós, mas sim, pelos meios de comunicação, pelas novas tecnologias - disse o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, no primeiro dia em Joanesburgo, após ver câmeras e máquinas fotográficas viradas para o hotel da seleção.


Os 13 dias em Weggis tiveram treinos com venda de ingressos, arquibancadas lotadas. Os torcedores vibravam a cada lance e aplaudiam qualquer reação dos jogadores. Antes e depois das atividades uma sessão de shows de malabarismos com a bola. Os jogadores eram tratados como estrelas, perdiam quase uma hora distribuindo autógrafos. Pelo menos sete torcedores tentaram invadir o gramado do local de treinos. Uma conseguiu, para delírio do público, e enlouquecida agarrou e deu um beijo em Ronaldinho Gaúcho, que estava deitado no gramado na fase final de alongamento.


- Vamos dar o peso que o fato merece. Não deveria ter acontecido, mas não nos afetou em nada. Serviu até para descontrair o ambiente e deu notícia para vocês (da imprensa) - disse o supervisor Américo Faria na época.


O discurso, hoje, é diferente. O acesso à seleção brasileira tem sido um dos principais temas neste início de preparação. Os torcedores, por ora, não puderam ver os treinos em Joanesburgo - em Curitiba, foram três treinos abertos. Até os alunos da Randburg High School - local em que os jogadores estão trabalhando - foram orientados a não se aproximar do campo onde estava a seleção brasileira para observar a atividade.


O "The Fairway", hotel onde a delegação está hospedada, fica dentro do complexo de um clube de golfe. Em volta, um grande tapume foi montado para garantir a privacidade e evitar a visibilidade. O acesso ao local é bastante controlado. Bem diferente do que aconteceu no Park Hotel Weggis, o cinco estrelas onde a seleção ficou há quatro anos. A única medida na época foi a instalação de uma baixa grade para evitar o acesso de quem passava pela rua. Qualquer pessoa conseguia ver, por exemplo, as janelas dos quartos dos jogadores.


- Apesar das limitações, a seleção brasileira é uma das mais abertas do mundo ainda. Não tenha dúvida que 2006 foi um fator fundamental para a mudança de comportamento. A CBF foi muito criticada por ter muitos torcedores e jornalistas nos treinos. O assédio agora praticamente não existe pelas limitações que criamos de acesso - disse Rodrigo Paiva.


Neste sábado, os jogadores foram liberados pela primeira vez para sair da concentração. Mas Dunga proibiu badalações e marcou hora para todo mundo voltar: 22h (17h de Brasília). Kaká, Julio Baptista e Julio Cesar preferiram ficar jogando golfe. Luis Fabiano, Elano, Gomes, Grafite, Doni, Felipe Melo e Gilberto Silva foram passear rapidamente em um shopping. Entraram em uma loja de eletrônicos e tomaram sorvete. Em Weggis, tudo foi diferente. Ronaldo, Roberto Carlos, Adriano, Emerson e outros jogadores curtiram a noite de Lucerna, uma boêmia cidade suíça localizada a 30 minutos da concentração.


No dia seguinte, os jogadores estavam na capa do jornal suíço "Blick". Ronaldo brincava de DJ. Emerson e Roberto Carlos apareciam ao lado de mulheres. A presença na boate Night Live causou mal-estar com a comissão técnica.

Nos últimos quatro anos muito se falou sobre Weggis. Roberto Carlos garantiu que nada fora do normal foi feito na preparação na cidade suíça. Já Ronaldo criticou o período de treinos antes da Copa do Mundo. Gilberto Silva buscou defender os companheiros mais perseguidos após o fracasso em 2006.



- Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo mereciam estátuas no museu do futebol brasileiro e até futebol mundial pelo o que fizeram. Mas sempre quando se perde a gente quer achar culpados - disse o volante no início da preparação em Curitiba.


Técnico da seleção brasileira em 2006, Carlos Alberto Parreira apoia a nova postura da comissão técnica. Defende que a seleção brasileira precisa de privacidade para trabalhar. Um discurso bem diferente de quatro anos atrás.

Liberados até 22h, jogadores retornam ao hotel antes de 20h

Time inteiro jantou na concentração, comunica a CBF


Luis Fabiano e Elano aproveitam folga numa sorveteria

O primeiro dia de folga da seleção brasileira na preparação para a Copa da África do Sul terminou mais cedo. E por opção dos próprios jogadores. Segundo a CBF, eles estavam liberados até 22h (17h no horário de Brasília), mas todos retornaram antes das 20h (15h no horário de Brasília) e jantaram na concentração. O GLOBOESPORTE.COM noticiou anteriormente que o retorno era às 19h (14h no horário de Brasília), mas esse horário na programação da CBF dizia respeito somente ao jantar.



Luis Fabiano, Grafite, Doni, Gilberto Silva, Felipe Melo, Gilberto, Gomes e Elano foram a um shopping na Mandela Square, visitaram uma loja de produtos eletrônicos e informática e a uma sorveteria.


Reconhecidos mesmo sem o uniforme de passeio da seleção, os jogadores foram cercados e tiraram fotos com os fãs. Porém, eles não falaram com a imprensa, atendendo determinação da comissão técnica. Kaká, Julio Cesar e Julio Baptista jogaram golfe no campo onde fica o hotel e voltaram para a concentração por volta de 18h. Os três também não falaram com os jornalistas.

Jogadores da seleção aproveitam folga para passear no shopping



Grupo formado por oito atletas brasileiros esteve em famoso centro comercial sul-africano para comprar eletrônicos e tomar sorvete

Luis Fabiano, Elano e o sorvete: momento de lazer da seleção

Oito jogadores da seleção brasileira aproveitaram a tarde de folga para fazer compras em um shopping na Mandela Square, em Joanesburgo. Luís Fabiano, Elano, Gomes, Grafite, Doni, Felipe Melo, Gilberto e Gilberto Silva estiveram no local e obrigaram a segurança a fechar uma loja de eletrônicos para que os atletas pudessem fazer compras com tranquilidade. Eles também aproveitaram para tomar sorvete. Curiosamente, em entrevista concedida na quinta-feira, Dunga disse que havia gente que não gostava de sexo, sorvete e vinho, ao responder se, assim como Maradona, iria liberar sexo e chocolate na concentração.

Além dos jogadores, o chefe da delegação da seleção brasileira e presidente do Corinthians, Andrés Sanches, também estava no local, acompanhado da assessoria de imprensa da CBF.


Os jogadores da seleção caminham no shopping

O tour escolhido por esse grupo no shopping foi o mesmo realizado no ano passado, quando a seleção brasileira esteve na África do Sul para a disputa da Copa das Confederações. Mais tarde, o Brasil seria campeão do torneio ao vencer os Estados Unidos na decisão.



Enquanto alguns passeavam pelo shopping, o trio Julio Cesar, Julio Baptista e Kaká jogava golfe em um dos campos do Randpark, complexo que abriga também hotel onde está hospedada a seleção brasileira.


Os jogadores que optaram por deixar a concentração no período livre voltaram ao hotel por volta das 19h locais, período previsto inicialmente na programação para o retorno. A CBF, no entanto, informou que os atletas estavam liberados até as 22h.

De folga, jogadores são liberados, mas com hora para voltar

Depois de nove dias de trabalho, a folga. A comissão técnica da seleção brasileira liberou os jogadores na tarde deste sábado (manhã do Brasil), após mais um dia de treino intenso. Os atletas podem deixar a concentração em Joanesburgo, porém, com hora para voltar: 19h (14h de Brasília).



É a primeira folga desde que o grupo se reuniu em Curitiba, na sexta-feira da semana passada, dando início à preparação para a Copa do Mundo da África do Sul. No domingo, os jogadores voltam a trabalhar, mas somente no período da tarde, novamente na Randburg High School.

Seleção treina duro e tem tarde livre

Durante duas horas, equipe fez trabalho físico e técnico em Joanesburgo




A seleção brasileira teve mais uma manhã (madrugada no Brasil) de trabalho duro na Randburg High School, em Joanesburgo. Sob sol forte e temperatura de 15° C, os jogadores treinaram por duas horas, mas serão recompensados. Não está previsto trabalho no período da tarde, assim como não haverá treino na manhã de domingo. Também não haverá entrevista coletiva e, portanto, nenhum atleta ou membro da comissão técnica falará com a imprensa.



Com a seleção completa, o trabalho começou com a tradicional roda de bobo seguida de uma atividade física comandada por Paulo Paixão. Depois, os jogadores suaram sob o comando de Dunga e Jorginho. Durante 1h30, os atletas fizeram um trabalho técnico-físico. Os zagueiros lançavam os laterais, que tabelavam com algum jogador de meio-campo e iam à linha de fundo cruzar, sempre para dois jogadores (atacantes ou meias). Paralelamente, os meias passavam por Dunga e concluíam a gol. Os jogadores de meio-campo também lançavam para que os zagueiros cortassem o lance do outro lado do campo e, então, reiniciassem o circuito, acionando os laterais.


Kaká trabalhou normalmente, porém, parece estar um degrau abaixo dos companheiros. O meia errou muitos cruzamentos e lançamentos, mas fez exatamente o mesmo trabalho que os demais. Ainda que seja um trabalho de aprimoramento, o desempenho, de forma geral, não foi dos melhores. Mas não faltou empenho e, novamente, Dunga e Jorginho passaram o treino todo gritando palavras de incentivo e orientação.


Após duas horas, o técnico encerrou o treinamento. Mas a movimentação no campo não parou: enquanto os atletas faziam alongamento, funcionários mais uma vez entraram em ação para recolocar os tufos de grama que se soltaram.

Chegando.... - Marcos Lodi - Colunista e Moderador

Marcos Lodi

Queridos amigos



Em nosso primeiro encontro quero agradecer a oportunidade e o carinho do amigo João Netto que me convocou para este espaço onde estarei escrevendo com todo o prazer.


Para todos os leitores, estarei sempre divulgando em minhas colunas notícias importantes do mundial e textos sobre os jogos do campeonato futebolístico mais importante do planeta.


Espero atender as expectativas e aguardo comentários sobre os textos.

Agradeço de coração e até o nosso próximo encontro quando começarei a descrever as seleções na série “preliminar da Copa”

Força & Honra Brasil


Abraços

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Kaká usa e abusa do twitter, e Julio Cesar se despede

Goleiro diz que não usará mais microblog durante Mundial, enquanto meia conversa com Ronaldo, Romário, Cláudia Leitte e amigos


.Kaká postou quase 20 mensagens durante a
sexta-feira


Kaká é inegavelmente o líder da seleção brasileira. Pelo menos no uso do twitter, microblog de relacionamento social. Desde que chegou à África da Sul, o craque tem aproveitado os momentos de folga para usar a ferramenta. Já Julio Cesar foi na direção oposta: depois de se conectar no último dia 13 e de postar apenas quatro vezes no total, sendo duas nesta sexta-feira, o goleiro se despediu. Disse que não ia mais usar o blog por 'estar focado na Copa' e prometeu voltar após o fim da mesma.



"Amigos, agradeço o carinho de todos nos poucos dias em que estive no Twitter. Como estou focado só na Copa do Mundo volto depois dela. Abs!"


Já Kaká usa e abusa do twitter. Nesta sexta-feira, até 18h30 (de Brasília, 22h30 em Joanesburgo), ele já tinha nada menos que 18 postagens. Durante suas conversa, agradeceu o apoio de Romário e Ronaldo, mas avisou ao craque do Corinthians que Nilmar não tem twitter.


"Valeu fenomeno .. So uma correçao, o NilmarHonorato9 é fake !! Confirmado, Nilmar nao tem twitter ..."

O meia também fez tabelinha com Romário. Primeiro, o campeão mundial de 94 enviou mensagem de apoio.

"Fala Jogador! Boa sorte ai hein! Sei muito bem como é e torcendo muito por aqui. Manda um abraço pro capitão."


Kaká devolveu a gentileza.


"Que ótima mensagem .. Inspiração de quem sabe o que e ganhar uma Copa !! Valeu pela força .. Abs será dado !!"


Kaká ainda contou que estava jogando video-game com Júlio Baptista, Felipe Melo e Luis Fabiano e falou sobre o desempenho com Belletti e o jogador holandês Ryan Babel, do Liverpool.


Ele também 'bateu papo' com a cantora Cláudia Leitte e, por fim, ainda aproveitou para dar uma resposta indireta por meio do retweet - quando um usuário reenvia um post de outra pessoa para todos que o seguem. O usuário identificado como @ElcioCoronato disse para Kaká parar de 'twittar e ir treinar'. Então @diegolopes69 ironizou e acabou indo parar na timeline (linha que mostra as mensagens do Kaká).


"RT @diegolopes69 Estuda filho e aprende sobre fuso... RT @mionzera Hahahaha! RT @ElcioCoronato: @RealKaka Para de tuitar e vai treinar Kaká!"

Seleção high-tech diminui a distância entre jogadores e familiares

Uso da tecnologia reduz a saudade de casa durante o período de concentração

"Longe de casa há mais de uma semana. Milhas e milhas distante do meu amor". A estrofe que inicia uma das músicas de sucesso da Blitz mostra bem o clima de uma concentração. A seleção brasileira, por exemplo, pode ficar junta até 53 dias durante a luta pelo hexa na Copa do Mundo da África do Sul. Confinados em hotéis, os jogadores usam a tecnologia para diminuir a saudade de familiares e amigos.



O uso de celular, conversas pela Internet com a ajuda da webcam e as trocas de mensagens eletrônicas são os principais meios utilizados pelos jogadores para manter o contato com a família. Eles têm fotos digitais gravadas nos laptops. Vários usam alguma com a esposa ou filhos em especial como fundo de tela. Thiago Silva, por exemplo, tem até uma foto filho Izago na tela do celular.

Nilmar é um dos que mais sofre. A alegria de disputar a Copa do Mundo se mistura com a ansiedade de ser pai pela primeira vez. A esposa Laura está grávida e a filha é esperada para julho. Por isso, o contato é diário para saber se está tudo bem em Porto Alegre.



- Para mim esse ano está sendo o ano mais feliz da minha vida. Dentro e fora de campo. Estar disputando uma Copa, minha primeira filha está para chegar em julho, meu aniversário também em julho. Espero que possa comemorar todas as conquistas juntos e fechar com chave de ouro - disse o atacante.


Luis Fabiano prefere conversar com a esposa Juliana e as filhas Giovanna e Gabriella pelo celular. Kaká adora ver o filho Lucca pela webcam. A conversa com a esposa Caroline acontece de todas as formas. Até pelo Twitter.


- Saudade minha vida !! Te amo ... - escreveu o meia para a esposa.

Lucio, Maicon e Julio Cesar foram os jogadores da seleção brasileira que menos tempo ficaram com a família antes da Copa do Mundo. A final da Liga dos Campeões da Europa aconteceu no dia 22 de maio. Três dias depois, o goleiro já estava se apresentando em Curitiba.



- As câmeras que vêm nos computadores agora ajudam muito a gente, é um adianto muito grande. A gente muito tempo trancado no hotel. Meu filho até brincava comigo que eu não parava em casa e eu dizia para ele: "liga a câmera para a gente se ver" - disse o goleiro Julio Cesar.


Dificuldades com hotéis, receio por causa da segurança. Poucos familiares de jogadores vão estar na África do Sul para acompanhar a Copa do Mundo. Elano vai ter a companhia da mãe Maria Conceição e da irmã Érica. Elas vão assistir aos dois primeiro jogos contra a Coreia do Norte e a Costa do Marfim. O pai, Geraldo Blumer, tem medo de viajar de avião e preferiu ficar no Brasil. Susana Werner, esposa do goleiro Julio Cesar, só pensa seguir para a África do Sul se a seleção brasileira passar para a semifinal. Mas amigos de infância do Grajaú, bairro em que o jogador cresceu, vão apoiá-lo na Copa do Mundo.


- Vamos fazer a maior festa e torcer por aqui mesmo. Juntamos a família e nos divertimos bastante - disse Jenis, pai do goleiro Julio Cesar.


O animado pagode da concentração ajuda o grupo a se divertir e esquecer um pouco a família. O tempo em frente ao videogame também. No primeiro dia na África do Sul, Kaká e Julio Baptista aproveitaram para enfrentar Luis Fabiano e Felipe Melo em um duelo no futebol virtual.

Confiante, Julio Cesar diz: ‘Se igualar na pegada, não tem para ninguém’

Goleiro da seleção brasileira mostra confiança às vésperas do Mundial



Julio Cesar sorri, com Gomes ao fundo

Campeão da Liga dos Campeões com o Inter de Milão, no último dia 22 de maio, o goleiro Julio Cesar mostra muita confiança em seu discurso, agora como jogador da seleção brasileira. Nesta sexta-feira, quando foi dar sua primeira entrevista coletiva em Joanesburgo, na África do Sul, ele colocou o Brasil em um patamar superior.



- A Copa do Mundo tem grandes seleções, com ótimos atacantes, mas eu vou confiar sempre na nossa seleção. É nela que temos os melhores do mundo. Eu quero ver o Robinho, o Luís Fabiano, o Nilmar e o Grafite brilhando. E se igualarmos na pegada, não tem para ninguém – afirmou o camisa 1.


Terceiro goleiro na Copa do Mundo de 2006, Julio Cesar é agora titular absoluto da seleção brasileira. E mais: é considerado ao lado de estrelas como Kaká, Robinho e Luís Fabiano, um dos principais jogadores do time de Dunga. Rótulo que ele não aceita. Ou melhor, faz questão de rechaçar.

- O futebol é resultado. E venho tendo uma ascensão grande pelos títulos que conquistei. Mas eu procuro sempre estar com os pés no chão. E se me chamarem de melhor goleiro do mundo, não vou acreditar. No futebol, hoje eu posso ser o melhor do mundo, mas amanhã posso ser o pior – completou o goleiro brasileiro.



Como se apresentou depois do restante dos jogadores por conta da final da Liga dos Campeões, Julio Cesar dosou o seu treinamento nesta sexta-feira. Mas agora ficou devendo um exercício para os reservas Gomes e Doni.


- Eu pedi ao Wendel (Ramalho, preparador de goleiros) para dar uma segurada, porque como minha temporada terminou mais tarde, eu fiquei com a perna um pouco pesada. Até estou devendo um exercício a ele, Gomes e Doni – brincou.

Após treino técnico forte, seleção apenas corre em campo de golfe

Primeiro treinamento do dia havia sido de duas horas, bem puxado. Agora, somente um leve treinamento físico de meia hora



Pela manhã, um treino puxado. À tarde, apenas uma corridinha. Assim a seleção brasileira encerrou agora, às 12h de Brasília, suas atividades nesta sexta-feira. Por meia hora, os jogadores correram em um dos campos de golfe anexos ao hotel onde está concentrada a delegação verde e amarela.



A aproximadamente 200 metros de distância estavam os fotógrafos e câmeras tentando a melhor imagem das estrelas do Brasil. Mas quem se divertiu mesmo com esses profissionais forma alguns curiosos que passavam por dentro do clube de golfe. Eles ficavam pedindo para ver os atletas através da máquina.


Agora, o grupo volta a treinar na manhã deste sábado, na Randburg High School. O campo do local, aliás, ficou bem castigado depois do treinamento de quinta-feira. Algo que a empresa responsável por ele pretendia melhorar a tempo do próximo treinamento.

Taffarel dá ‘espiada’ em treino da seleção e ajuda os goleiros e fãs


Contratado para ser o olheiro do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul, tetracampeão trabalhou com Julio Cesar, Gomes e Doni


Ao lado de Doni, Taffarel fala na coletiva

Taffarel, campeão do mundo em 1994, foi contratado pela CBF para ser o “espião” dos rivais da seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul. Mas ele não se contentou com apenas essa função. Para delírio de Julio Cesar, Gomes e Doni, o tetracampeão ajudou na preparação dos goleiros nesta sexta-feira.



- Fui chamado pelo Dunga para ser observador, mas o Wendel (Ramalho, preparador de goleiros) pediu uma mão. Aí dei um chute aqui, falei uma coisa ali, ajudei em outra coisinha lá – explicou o ex-goleiro.


Desde o alongamento até alguns chutes para treinar reflexo, Taffarel participou intensamente do trabalho desta manhã em Joanesburgo. E Gomes vibrou.


- Isso é estar sonhando. Taffarel foi um espelho para todos nós mais jovens, principalmente depois que começamos a acompanhar a seleção brasileira. Sabemos o quanto ele foi importante, dentro e fora de campo – comentou o reserva.

Apesar da experiência de três Copas do Mundo (1990, 1994 e 1998), Taffarel está sorrindo como se fosse o seu primeiro Mundial. Até porque não esperava o chamado. Como ele mesmo diz, a convocação foi uma surpresa.



- Já estive três vezes na Copa, mas parece que é a primeira. Eu ia ficar em casa vendo o Mundial, mas aí o Dunga me ligou e eu vim. Minha função é ajudar no que for preciso. É um sonho para mim estar aqui de novo – finalizou Taffarel.


Na primeira fase da Copa do Mundo, o ex-goleiro terá como missão principal observar as seleções da Coreia do Norte, da Costa do Marfim e de Portugal.

CBF estipula prêmio de R$ 1 milhão para cada atleta pelo hexa, diz jornal



Dunga também fará parte da premiação milionária da seleção brasileira, na África do Sul. Comissão técnica terá quantia rateada pela entidade

Jogadores da seleção brasileira treinam na África:
prêmio de R$ 1 milhão pelo hexa

Um prêmio de R$ 1 milhão. Esse será o valor que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai oferecer para cada um dos 23 atletas e mais o técnico Dunga em caso de conquista do título da Copa do Mundo, na África do Sul, totalizando R$ 24 milhões aos cofres da entidade. O restante da comissão técnica terá rateada a premiação que será repassada pela CBF ao final do torneio. A informação é do jornal "Estado de S.Paulo".



Em 2006, na Alemanha, quando a seleção brasileira foi eliminada pela França nas quartas de final, o time de Parreira deixou de ganhar um valor perecido, mas arrecadou o prêmio de US$ 260 mil (R$ 468 mil) pela participação no torneio.


Neste ano a CBF repetirá a estratégia e espera dobrar o montante para conquistar o hexacampeonato.

Dunga reconhece que fracasso na Copa apagará seu passado vitorioso

Técnico rejeita favoritismo e diz que primeiros treinos do Brasil na África do Sul servirão para o time recuperar o aspecto coletivo



Sem nunca ter trabalhado como técnico, Dunga chegou em 2006 à seleção sob muita desconfiança. Quatro anos depois, o tetracampeão não virou unanimidade, mas com dois títulos (Copa das Confederações e Copa América) e o primeiro lugar nas eliminatórias, o treinador veio para o Mundial da África do Sul prestigiado. No entanto, ele reconhece que um fracasso no torneio pode colocar tudo por água abaixo.



- Tudo que já fizemos até agora vai ser medido por esse campeonato. Tudo que ganhamos faz parte do passado. Temos que conquistar o próximo título, que é a Copa. Estamos cientes que só o próximo objetivo é o que vale. A seleção tem de ganhar a Copa, não tem outra forma – disse Dunga.


O comandante tupiniquim também fez questão de descartar o favoritismo do Brasil, que é considerado por casas de apostas como a seleção que vai levantar o caneco no dia 11 de julho, no estádio Soccer City, em Joanesburgo.

- Qualquer equipe tem que ser competitiva, tem que aliar o talento com a necessidade de ganhar. Eu acredito no grupo, no trabalho. Esperamos fazer uma ótima Copa do Mundo e temos que valer da nossa capacidade e do nosso potencial para fazer com que essas apostas sejam verdadeiras – observou Dunga.


Dunga vai trabalhar a parte coletiva


Para fazer a alegria dos apostadores, além da própria e de todos os brasileiros, Dunga já tem em mente o que deve ser feito nos primeiros dias de trabalho em solo sul-africano.


- Temos que recuperar a parte coletiva da seleção, os mecanismos automáticos, posicionamento, cobertura, posse de bola, algumas jogadas de bola parada. O negócio é pegar ritmo de jogo novamente pra chegar bem na competição – observou.

Julio Cesar ataca bola da Copa: 'Parece com as de mercado'

Goleiro reprova produto oficial do Mundial da África do Sul: 'Horrorosa'



Acostumado a defender, Julio Cesar partiu para o ataque e elegeu seu primeiro inimigo na África do Sul: a bola da Copa do Mundo. A Jabulani, nome oficial do produto feito pela Adidas e vendido por cerca de R$ 400 no Brasil, foi definida simplesmente como horrorosa pelo goleiro após o treino com bola realizado na Randburg High School, em Joanesburgo.



- A bola da Copa é horrível, horrorosa. Parece com aquelas bolas que você compra em supermercado – declarou o goleiro na coletiva desta sexta-feira.


O camisa 1 da seleção disse ainda que o futebol está sempre mudando para beneficiar quem ataca. Ou seja, para ele o goleiro sempre se dá mal no fim.


- Todo mundo quer ver gol. Aí a bola muda, tem gente que vai bater pênalti e dá salto mortal, cambalhota... Sem contar a barreira, que o adversário põe três jogadores de cada lado para atrapalhar o goleiro. A falta já favorece o outro time, ainda fazem isso... Mas quem mandou escolher essa profissão - reclamou, ainda que de bom humor.


Ainda no início da preparação da seleção brasileira para o Mundial, no CT do Caju, em Curitiba, o atacante Nilmar já havia comentado sobre o que os goleiros estavam achando da Jabulani. Para ele, no entanto, a bola é boa.


- Para os atacantes a bola é boa, rápida, mas os goleiros não gostaram muito não – comentou o jogador do espanhol Villarreal.

Como não é possível mudar a bola da Copa do Mundo, Julio Cesar e os outros goleiros da seleção brasileira, Gomes e Doni, vão ter de se adaptar. E para ajudar nisso estará o preparador de goleiros do Brasil, Wendel Ramalho.



- O problema é no chute mesmo, na trajetória. Mas se dá um jeito – simplificou.


A seleção brasileira volta a treinar na tarde desta sexta-feira, no parque de golfe em que fica a concentração, mas apenas fisicamente.

Campeonato de videogame começa animado na concentração do Brasil

Kaká e Julio Baptista batem dupla formada por Luis Fabiano e Felipe Melo. No twitter, Fabuloso agradece mensagem de apoio de Romário

A bola já está rolando na África do Sul. Mas calma, a Copa do Mundo ainda não começou. A competição que já está dando o que falar em Joanesburgo acontece no quarto dos jogadores da seleção brasileira, que chegaram ao país do Mundial na última quinta-feira. À noite, no hotel, Kaká e Julio Baptista encararam a dupla formada por Luis Fabiano e Felipe Melo em três animadas partidas de Playstation 3. O jogador do Real Madrid revelou o resultado em seu twitter, microblog de relacionamento da internet.



- Momento PS3. Duas vitórias e um empate. Dupla KK-JB contra Fabuloso-Felipe Melo - contou o jogador, que participou normalmente do treino realizado na manhã desta sexta-feira, em Joanesburgo.

Fabuloso agradece mensagem de apoio de Romário


Ainda no twitter, o atacante Luis Fabiano aproveitou para agradecer a mensagem deixada por Romário no dia anterior. O Baixinho desejou sorte ao jogador em sua página no microbolog, e o atual camisa 9 da seleção brasileira não perdeu a oportunidade de elogiar o ídolo.


- Grande Romário, meu ídolo. Uma honra receber sua mensagem. Obrigado pela força. Vamos com tudo - disse o Fabuloso em sua página.

Professoras ‘matam’ aula por Kaká, o preferido, e pela seleção, a favorita

Funcionários da Randburg High School, local onde a seleção treinou na manhã desta sexta-feira, puderam ver os jogadores de camarote



Os alunos ficaram na sala de aula, mas os professores... Na manhã desta sexta-feira, em Joanesburgo, na África do Sul, vários funcionários da Randburg High School, palco do treinamento da seleção brasileira, deixaram seus afazeres de lado por um instante para terem o privilégio de ver de perto os atletas do Brasil.



Embora no bairro de Randburg o rúgbi lidere como o esporte preferido da população, a presença dos craques de Dunga mudou o ambiente. Mas não para Sandra de Bruin, professora de Biologia na escola. Empolgada, ela se autodenomina uma “grande fã de futebol”.


- Eu prefiro o futebol, eu sou uma grande fã de esporte. Estou muito, muito empolgada em ter o time do Brasil aqui. Eu gostaria de ver o Kaká, nós gostamos muito dele. As crianças não estão aqui hoje, mas elas vão ter a oportunidade de ver ao menos um treino da seleção – disse Sandra.


Ao seu lado, debaixo de uma proteção de madeira para evitar o sol, estavam duas professoras de música: Riekie Bezuidenhout e Sarie Jacobs. Elas também adoram futebol. Por conta da Copa do Mundo e também da presença ilustre da seleção brasileira na Randburg High School, os garotos e garotas só falam disso nos corredores.


- Elas estão realmente empolgadas. Elas jogam futebol entre as aulas, falam de futebol, pensam em futebol. Nós tivemos um “Grande Dia do Futebol”, fizemos um desfile com todos os alunos. Com certeza o primeiro time deles são os Bafana Bafana (seleção da África do Sul), mas o segundo é o Brasil – completou Sandra.


Professoras do Randburg High School assistem ao treino

Verde e amarelo dominam



Um pouco mais adiante, debaixo do sol da qual as professoras fugiam, estava outro grupo de funcionários da Randburg High School. Vestidos com camisas da seleção sul-africana e também da brasileira eles falaram da admiração por Kaká.

- Vim ver o Brasil, por isso estou vestindo a camisa do Brasil. É uma experiência única ter brasileiros aqui. É fantástico. O Kaká é meu jogador favorito – falou a professora Sanet Vogt, que estava com as cinco estrelas do penta.



Trajado com uma camiseta dos Bafana Bafana, o motorista da escola também deu um tempo no trabalho para ver de perto Kaká e Cia.


- Estou muito feliz em ter o Brasil aqui. O Brasil vai vencer a Copa certamente com o Mister Kaká – disse, rindo, o motorista Enock Malaza.


O treinamento da seleção brasileira na Randburg High School durou aproximadamente duas horas. À tarde eles voltam a trabalhar.


Outro grupo de professoras do Randburg High School assistem ao treino da seleção brasileira, em Joanesburgo, na África do Sul

Kaká treina com bola pela 1ª vez

Meia trabalha com demais companheiros por cerca de duas horas



Kaká e Daniel Alves no treino do Brasil

E Kaká viu a bola. Depois de sete dias com a seleção brasileira, o meia treinou com os companheiros na manhã desta sexta-feira, no primeiro trabalho realizado no campo do Randburg High School, em Joanesburgo. Sorte para os sul-africanos que trabalham na escola e puderam acompanhar livremente os passos da equipe verde-amarela - cerca de 40 estavam na arquibancada, a maioria com camisas da África do Sul ou do Brasil.



O jogador, que se recuperou de uma lesão na coxa esquerda, fez exatamente o mesmo trabalho que os companheiros. Até então ele havia feito apenas dois treinos físicos, um em Curitiba e outro no campo de golfe do hotel da seleção em Joanesburgo.

O principal trecho do trabalho foi o 'treino alemão'. Kaká participou normalmente da atividade, que consiste em dois times lutando pela posse de bola em campo reduzido - cerca de 1/4 do total.



Antes, a seleção também fizera um trabalho técnico. Os atletas foram divididos em quatro equipes, com dois times se enfrentando em cada metade do campo - sendo que novamente a área de atuação foi de cerca de 1/4 do total do gramado.


Antes dessa atividade técnica (em que mais uma vez um time tentava reter a posse de bola, enquanto o outro tentava recuperá-la), o dia começou com uma roda de bobo de aproximadamente 25 minutos, seguida de alongamento e um pequeno trabalho físico, de aquecimento. Julio Cesar, Gomes e Doni treinaram à parte com o preparador de goleiros e Taffarel. A manhã da seleção acabou após pouco mais de 2h de trabalho, depois do 'treino alemão' e alongamento.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Veja fotos das mais belas mulheres dos jogadores



Alena Seredova, mulher de Buffon


Alena Seredova, mulher de Buffon


2º lugar - Nereida Gallardo, ex de Cristiano Ronaldo


 3º lugar - Clio Zenden, mulher de Boudewijn Zenden


 4º lugar - Wanda Nara, Mulher de Máxi Lopez



 5º lugar - Cheryl Cole, mulher de Ashley Cole



4º lugar - Cheryl Cole com 10% dos votos



7º lugar - Danielle Lloyd, mulher de Jamie O´hara



 8º lugar - Eva Gonzalez, mulher de Iker Casillas



9º lugar - Sarah Brandner, mulher de Bastian Schweinsteiger


10º lugar - Victoria Beckham, mulher de David Beckham



 12º lugar - Wahiba Ribéry, mulher de Franck Ribéry



 13º lugar - Coleen Rooney, mulher de Wayne Rooney



14º lugar - Nives Celsius, mulher de Dino Drpic


 15º lugar - Susana Werner, mulher de Júlio César



16º lugar - Gianina Maradona, mulher de Sergio Agüero



Fonte Site Terra

Dunga rejeita 'sexo e chocolate' de Maradona na concentração

Técnico diz, no entanto, que jogadores terão liberdade quando tiverem folga



Conhecido por seu estilo mais sisudo, Dunga sorriu na primeira coletiva concedida em Joanesburgo, na África do Sul. E quem fez o treinador ficar mais descontraído foi ninguém menos que Maradona. Perguntado se o regime da concentração brasileira iria ser como o da seleção argentina, onde Don Diego liberou 'sexo e chocolate' , o treinador se divertiu, mas rejeitou a ideia (na quarta-feira, o médico da seleção argentina disse que os jogadores poderiam fazer sexo na concentração, desde que com suas esposas ou parceiras fixas, assim como poderiam beber um pouco de vinho e comer um doce).



- Quando cada um estiver livre, cada um tem um gosto de fazer alguma coisa... Nem todo mundo gosta de sexo, de tomar vinho ou de sorvete. Nós temos de respeitar as individualidades quando estamos concentrados na seleção.


Dunga, porém, disse mais tarde que os jogadores ganharão folga e que, nesses momentos, terão liberdade.


- Na hora e no momento oportuno, quando a carga de trabalho estiver maior e os jogadores estiverem dando sinais de cansaço, vamos ter alguma folga. Quanto ao contato com a família e os amigos não tem problema. Quando conversamos com todos e chegarmos a um consenso de que é o momento, o faremos. O combinado não sai caro – salientou.


Sobre as premiações, o técnico citou o Mundial de 1990, na Itália. Na ocasião, ele e os demais jogadores entraram em atrito com os dirigentes e houve, inclusive, um episódio no qual todo o elenco posou para uma foto oficial cobrindo a logomarca do patrocinador da seleção.

Como disse, o combinado não sai caro. O maior prêmio a gente já tem, que é estar aqui na Copa. O outro, deixa acontecer. Se combinarmos algo, temos que seguir. Em 90 éramos um grupo novo, o presidente estava chegando à CBF (Nota: Ricardo Teixeira havia assumido o cargo meses antes no lugar de Octávio Pinto Guimarães). Mas vocês podem ver que depois de 90 nunca teve mais um problema desse – ressaltou Dunga.



Sem ditados, Jorginho, auxiliar-técnico de Dunga e que também fez parte do grupo na Copa da Itália, entrou no circuito para encerrar o assunto:


- Os jogadores não vêm para cá por causa do dinheiro. Eles já são realizados financeiramente.

Cachaça e jogadores: os produtos de exportação brasileiros na África do Sul



No Hotel Fairway, onde a seleção está hospedada, haverá ações promocionais e grande festa regada a caipirinha

Brasileiras estão promovendo a cachaça na África

Teve cachaça na chegada da seleção brasileira ao hotel Fairway, em Randburg, onde a equipe ficará concentrada. Mas os torcedores não precisam se preocupar. Apesar de próxima, ela não chegou tão perto daqueles que são os principais produtos de exportação do Brasil em épocas de Copa do Mundo: os jogadores. Na verdade, duas funcionárias de uma empresa brasileira produtora da bebida estão realizando ações promocionais em Joanesburgo com a intenção de corrigir a receita da caipirinha, drink mais famoso do país pentacampeão mundial de futebol e cuja receita não vem sendo cumprida à risca na África do Sul.



- O sul-africano está aumentando o consumo da cachaça aos poucos, apesar da nossa empresa exportar desde 2004. Muitos bares e restaurantes oferecem a caipirinha, mas usam outra bebida, o cane, que é um bidestilado derivado do melaço, e não um destilado simples do caldo de cana fermentado. Também é muito difícil eles prepararem o drink com o limão comum, o nosso limão verde. Eles optam quase sempre pela lima - explica Leila Lopes, coordenadora de mercados internacionais da empresa.


Para ela, a difusão da cachaça na África do Sul oferecerá a moradores locais, turistas e fãs do futebol que estiverem no país-sede do Mundial um pouco mais da cultura brasileira. No Randpark Golf Club, complexo de golf anexo ao hotel em que a seleção brasileira está concentrada, haverá uma grande festa brasileira no dia 11 e, claro, regada a caipirinha. Mas será que os jogadores do Brasil vão dar as caras?


- Duvido que o Dunga vá deixar. Acho que nem se fizermos uma caipirinha especial para ele, de chimarrão - brincou Karina Simas, que ajuda nas ações promocionais.


Melhor desse jeito. O Brasil pode até ser reconhecido mundialmente pela cachaça e pela caipirinha, mas, durante a Copa do Mundo, é melhor que outra reputação se mantenha viva.

Dunga gostaria de pegar adversários mais fortes às vésperas da Copa




Treinador diz que vai utilizar jogos contra o Zimbábue, no dia 2, e Tanzânia, dia 7, para dar ritmo aos jogadores, que não atuam juntos desde março

Dunga e Jorginho na coletiva da seleção brasileira

O técnico Dunga bem que gostaria de encarar adversários mais fortes nos dois amistosos às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo, no dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte, em Joanesburgo. Mas por precaução para evitar o desgaste com viagens longas, Kaká, Robinho e companhia vão enfrentar duas seleções sem tradição no futebol: Zimbábue, no próximo dia 2, e a Tanzânia, no dia 7. A expectativa do treinador é entrosar o grupo que vai iniciar o Mundial.



- Gostaríamos de uma equipe diferente. Não foi possível por uma série de situações. Nem todo mundo estava disposto a jogar com o Brasil. O negócio é jogar para pegar ritmo e chegar bem à Copa do Mundo – afirmou o treinador.


Os deslocamentos terão duração menor ou igual a três horas. A capital do Zimbábue, Harare, fica a 977 km de Joanesburgo. Já a principal cidade da Tanzânia, Dodoma, fica a 2.359 km da concentração da seleção em solo sul-africano.


Para cada partida, a tendência é que a seleção fique três dias em cada país. Para o primeiro amistoso, a delegação vai deixar a África do Sul no dia 1º de junho e retornar apenas no dia 3. No jogo seguinte, a mesma logística. O grupo viaja no dia 6 e retorna no dia 8.


A última partida da seleção brasileira ocorreu em março, em Londres. O time canarinho venceu a Irlanda por 2 a 0. Naquela ocasião, o treinador definiu a lista de convocados para a Copa do Mundo.

Dunga garante Kaká na estreia

Em sua primeira entrevista na África do Sul, o técnico brasileiro diz que o meia e principal estrela da seleção estará em campo no dia 15 de junho



Sete horas depois de pisar em solo sul-africano, o técnico Dunga concedeu a sua primeira entrevista coletiva no país da Copa do Mundo. No hotel onde o Brasil está hospedado, o treinador falou das impressões que teve ao chegar à África do Sul e da alegria pela proximidade com o Mundial. No seu discurso, o técnico brincou com a promessa de Maradona em ficar pelado caso seja campeão, sorriu quando questionado sobre sexo na concentração (a Argentina liberou), disse que o time não precisa de psicólogo e prometeu que Kaká estará em campo na estreia.



- O Kaká vai estar pronto para a estreia (dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte) - garantiu.

Dunga sorri na sua primeira entrevista coletiva ao chegar à África do Sul para a Copa do Mundo

Nos últimos dias da seleção no Brasil, Kaká vinha fazendo um trabalho diferente. Desde o começo do ano que o meia do Real Madrid (ESP) convive com dores que prejudicam o seu rendimento. Com uma lesão na coxa esquerda, ele não atuou nas duas últimas rodadas do Campeonato Espanhol.

O Kaká vai continuar trabalhando como faz desde que se apresentou. Nem sempre o jogador que está na fisioterapia está cuidando de lesão. Tanto o Kaká como o Luis Fabiano já passaram a trabalhar com o Rosan (Luiz Alberto Rosan, fisioterapeuta) e estão no reforço muscular. Como ele ficou um bom tempo sem treinar, é normal que não esteja na mesma condição que os demais. Vamos dosando.

Com uma fisionomia cansada, por conta das quase nove horas de voo, Dunga manteve o velho estilo durão, mas também demonstrou bom humor. Principalmente quando foi questionado sobre os argentinos. Se Maradona prometeu ficar pelado caso seja campeão, o brasileiro só prometeu trabalho. Com relação ao sexo, liberado na concentração dos hermanos, os nossos jogadores só terão esse direito nos dias de folga.



- Nem todo mundo gosta de sexo, de tomar vinho ou sorvete... Nós temos de respeitar as individualidades quando não estamos concentrados na seleção. E não tenho promessa. Promessa é trabalhar e deixar as coisas correrem naturalmente.

A 15 dias do início da Copa do Mundo, Dunga externou o espírito da sua equipe. Os jogadores chegaram a Joanesburgo excitados, postando frases no Twitter, e irradiando alegria.



- Neste momento notamos a motivação e a alegria de estarmos aqui. Quando chegar mais perto da estreia vai ter aquela ansiedade de jogar, o que é normal. Mas, por enquanto, é a alegria.


Com o time na mão, o treinador sabe que não precisa de psicólogo para motivar o elenco. Como quase sempre diz nas suas declarações, ele falou que conseguiu resgatar o orgulho do jogador em vestir a camisa amarela do Brasil.


- O nosso primeiro objetivo já foi alcançando, que foi conseguir resgatar o desejo de vestir a camisa da seleção. Quando chegamos tinha muito pedido de dispensa. Hoje todos querem estar aqui. Tem lobby de jogador, de empresário, de assessor... Agora temos consciência de que o próximo objetivo é o que vale, que é ganhar a Copa. A parte psicológica vai ser no automático. Você acha que um psicólogo em 30 minutos vai colocar alguma coisa na cabeça de alguém que sofreu a vida inteira? Temos de reforçar a confiança neles.