Mafia Canarinho




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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mano confirma que será técnico da seleção olímpica e já pensa em 2012

Técnico diz que sua primeira lista privilegia a renovação


Após divulgar sua primeira lista de convocados para seleção brasileira, o técnico Mano Menezes confirmou que comandará a equipe canarinho nas Olimpíadas de 2012. Segundo ele, a relação divulgada nesta segunda-feira foi feita pensando justamente nos Jogos de Londres.


- Pensamos em fazer nesse início um trabalho de renovação. Dentro desse pensamento, nós não temos só objetivo da Copa de 2014, mas também nas Olimpíadas. Nessa convocação colocamos sete jogadores com idades que permitem a eles estarem em Londres (confira lista mais abaixo). Vamos visar um trabalho paralelo para esses jogadores, de ambientação e buscando prepará-los para o momento que vamos dirigir nossas atenções para os Jogos.

No entanto, de acordo com Mano, os jogadores “veteranos” serão mais utilizados nos primeiros amistosos.


- Nós temos uma outra ideia para os demais jogadores (acima da idade olímpica), talvez eles sejam mais utilizados nas primeiras partidas. Mas mesmo que os outros (mais novos) não joguem, eles vão poder vivenciar esse ambiente (de seleção) e participar da preparação. O técnico precisa ver a personalidade e comportamento (dos atletas) - afirmou o ex-técnico corintiano, revelando que entrou em contato com todos os jogadores que atuam no exterior para saber das condições de casa um.

David Luiz: 'Estou muito feliz em ser lembrado pela primeira vez'

Jogador, de 23 anos, é sondado por grandes times da Europa

David Luiz pelo Benfica (Foto: AFP)

Novidade da lista do técnico Mano Menezes para o amistoso da seleção brasileira com os Estados Unidos, dia 10 de agosto, em Nova Jersey, o zagueiro David Luiz, do Benfica, expressou em poucas palavras, ao GLOBOESPORTE.COM, sua felicidade ao saber da primeira convocação em sua carreira.


- Soube agora da convocação. Estou muito feliz em ser lembrado pela primeira vez. É um começo de um novo trabalho. Só agradeço a Deus por isso - disse rapidamente o zagueiro, já que o clube português proíbe que os atletas concedam entrevistas.

O zagueiro de 23 anos, que jogou pelo Vitória até 2007, estaria na mira de vários times da Europa, de acordo com a imprensa do Velho Continente. Real Madrid, Manchester City e Chelsea teriam interesse em contratar o brasileiro que, por sua vez, disse estar concentrado apenas no trabalho no Benfica.

Os portugueses só aceitam liberar David Luiz mediante o pagamento da rescisão de contrato. Portanto, o clube interessado terá que desembolsar € 50 milhões (R$ 112 milhões) pelo

Com Neymar e Ganso, Mano convoca a seleção pela primeira vez

Treinador anuncia lista com 10 estreantes e só quatro que disputaram a última Copa do Mundo: Daniel Alves, Thiago Silva, Robinho e Ramires

Mano Menezes exibe o agasalho da seleção que ganhou de Ricardo Teixeira (Foto: Ag. Estado)

Com uma seleção renovada, que conta apenas com quatro jogadores que disputaram a última Copa do Mundo, Mano Menezes iniciou nesta segunda-feira, em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, o trabalho com a Seleção Brasileira. O ex-treinador do Corinthians anunciou a primeira lista com os 24 convocados para o amistoso contra os Estados Unidos, dia 10 de agosto, em Nova Jérsei. Nela estão Neymar, Paulo Henrique Ganso e André, do Santos. E algumas surpresas como Ederson, do Lyon, o goleiro Renan, do Avaí, e o lateral Rafael, do Manchester United. O Santos liderou com quatro convocados, incluindo Robinho.


Usando um terno cinza e sentado ao lado do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, Mano Menezes chamou 12 jogadores que atuam no futebol brasileiro e outros 12 que estão no exterior. Dos convocados, 10 foram chamados pela primeira vez para a Seleção principal: os goleiros Renan e Jefferson, o lateral Rafael, os zagueiros Réver e David Luiz, os meias Ederson, Paulo Henrique Ganso e Jucilei, e os atacantes Neymar e André.

Mano listou 24 atletas porque vai cortar Hernanes ou Sandro, dependendo do resultado do duelo entre São Paulo e Internacional, pela semifinal da Libertadores. A apresentação da seleção para o amistoso será no dia 8 de agosto.

- A equipe que passar para a final terá seu jogador liberado, pois não seria justo porque jogaremos apenas um amistoso - disse Mano.

Do grupo que disputou a última Copa do Mundo, Mano Menezes chamou quatro jogadores: Daniel Alves, do Barcelona, Ramires, do Benfica, Robinho, do Santos, e Thiago Silva, do Milan.

O ex-técnico do Corinthians teve pouco tempo para montar a primeira lista já que foi convidado por Ricardo Teixeira na noite de sexta-feira. Antes, a entidade havia sondado Luiz Felipe Scolari e feito uma proposta oficial a Muricy Ramalho, que preferiu permanecer no Fluminense.

O treinador, acompanhado da mulher, Maria Inês, e da filha, Camilla, chegou ao Rio de Janeiro no início da madrugada. E se reuniu com Ricardo Teixeira na sede da CBF antes de anunciar a lista de convocados.

- Procuramos informações com colegas, profissionais, sobre os jogadores de clubes do Brasil. Hoje pela manhã finalizamos, horas antes de apresentar a convocação para vocês - disse Mano.

A LISTA DE MANO MENEZES


Goleiros

Renan Avaí

Jefferson Botafogo

Victor Grêmio

Laterais

Rafael M. United

Marcelo Real Madrid

André Santos Fenerbahçe

Daniel Alves Barcelona

Zagueiros

David Luiz Benfica

Henrique Racing S.

Réver Atlético-MG

Thiago Silva Milan

Meias

Ederson Lyon

Carlos Eduardo Hoffenheim

Hernanes São Paulo

Sandro Internacional

Paulo Henrique Ganso Santos

Lucas Liverpool

Jucilei Corinthians

Ramires Benfica

Atacantes

Robinho Santos

Neymar Santos

Alexandre Pato Milan

André Santos

Diego Tardelli Atlético-MG

Austrália, candidata à sede da Copa de 2022, recebe inspetores da Fifa

Comissão de avaliação ficará três dias no país. após visitar Japão e Coreia do sul, outros candidatos a receber o Mundial

Inspetores da Fifa estão na Austrália (Getty Images)

A Comissão de Avaliação da Fifa para as Copa do Mundo de 2022 faz, nesta segunda-feira, uma inspeção de três dias da candidatura da Austrália ao torneio. O grupo de dirigentes da Fifa, liderado pelo presidente da Federação Chilena de Futebol (FNF), Harold Mayne-Nicholls, faz sua terceira visita a um país aspirante à condição de sede, após passar por Japão e Coreia do Sul.


A Comissão foi recebida em uma cerimônia da cultura aborígine na Ópera de Sydney por dirigentes locais e políticos de Sydney e Nova Gales do Sul.

- Para nós é um grande prazer estar aqui em seu precioso país e temos certeza de que durante nossa estadia aprenderemos muito sobre seu povo, sua candidatura e sua capacidade de organizar grandes competições - afirmou Mayne-Nicholls.

Cathy Freeman, campeã olímpica de 400 metros nos Jogos de Sydney-2000, foi uma das personalidades australianas que compareceram ao evento. A candidatura da Austrália prevê dez cidades sedes e a construção de três estádios novos (Perth, Canberra e Blacktown).

Outros seis países estão na disputa para organizar a Copa de 2022: Coreia do Sul, Japão, Catar, Estados Unidos, Espanha e Portugal, sendo que os dois últimos apresentaram proposta

Maradona manda recado para a seleção: 'Se trocar alguém, estou fora'

Treinador quer manter a comissão técnica e contratar Ruggeri

Maradona faz exigências (Foto: Getty Images)

Maradona está disposto a continuar dirigindo a seleção da Argentina. Porém, o treinador faz exigências para continuar no cargo: manter todos os elementos da atual comissão técnica e, se possível, contratar Ruggeri, que não tem uma relação amigável com o Julio Grondona, presidente da AFA (Associação do futebol Argentino).


Segundo a imprensa local, a entidade quer Maradona até a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

- Se trocar alguém, estou fora. Não existe possibilidade de trocar Mancuso ou Enrique para colocar outro no lugar. Tenho vontade de continuar, mas se trocar alguém, ou Dady, que é o massagista, ou o roupeiro, eu estou indo - advertiu o treinador no programa "El show del fútbol", do America TV.

O técnico revelou que terá um encontro com Grondona esta semana e um dos temas será uma possível inclusão de Oscar Ruggeri na seleção. Um assunto difícil porque o ex-jogador não tem um bom relacionamento com o dirigente.

- A primeira coisa que vou falar com Grondona será dele. É uma luta contínua, mas vou seguir. Se me disserem que não, vou continuar tentando - disse.

Maradona também negou uma briga do meia Juan Sebastian Veron com a comissão técnica durante a Copa.

- Com Veron nada aconteceu. Serei grato pelo seu comportamento profissional. Quando eu o deixei de fora foi o primeiro a ir atrás dos meninos - finalizou.

Mano divulga 1ª lista, mas descarta 'família' e promete renovação lenta

Treinador anuncia 22 convocados nesta segunda-feira à tarde para partida contra Estados Unidos. Somente atletas que atuam no país serão chamados

Mano Menezes troca o Corinthians pela missão de renovar a Seleção Brasileira (Foto: Ag. Estado)

Começa às 16h desta segunda-feira a gestão Mano Menezes na Seleção Brasileira. Em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, o ex-treinador do Corinthians anunciará seus 22 convocados para o amistoso contra os Estados Unidos, dia 10 de agosto, em Nova Jérsei, dando o pontapé inicial na tão sonhada renovação pedida pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Gaúcho como Felipão e Dunga, mas com um comportamento muito mais sereno, o treinador descarta formar a "Família Menezes" e revela que fará uma reformulação responsável e sem nenhuma pressa.


- Penso que a seleção vai passar por uma transformação, mas não vai ser com a velocidade que todos imaginam. Não podemos expor a Seleção sem necessidade. Não existe razão. Temos que tentar tomar cuidado para fazer da forma mais responsável possível com o futebol brasileiro. O presidente deixou absolutamente claro em nossa conversa que é isso que a CBF quer. Sou extremamente leal ao que combino – afirmou.

A princípio, Mano, que também será apresentado oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), só chamará jogadores que atuam em solo tupiniquim. Atletas de São Paulo e Internacional, envolvidos nas semifinais da Taça Libertadores, podem ficar fora. Alguns corintianos devem aparecer na relação.


- Sempre disse e os fatos mostram que a escolha dos jogadores que faço é por questões técnicas. Mas, certamente, os jogadores não estarão na seleção porque são do Corinthians e, sim, por competência deles. Eu não transferiria esse fardo de responsabilidade para eles - acrescentou.

Após a vitória do Corinthians por 3 a 1 sobre o Guarani, domingo, no Pacaembu, Mano Menezes viajou ao Rio de Janeiro na companhia do auxiliar Sidinei Lobo. Na bagagem, anotações e algumas possibilidades para montar seu primeiro grupo. Mesmo sem poder chamar os craques que atuam na Europa, o treinador já descarta formar a "Família Menezes", como aconteceu com Luiz Felipe Scolari, em 2002.

- Não gosto de usar o termo família porque fica banalizado. Só se fala quando ganha. Não tem família quando perde. Você não gosta de falar de filho que está mal. O mais importante é a verdade e a espontaneidade que acontece. Você vê os profissionais transmitindo esse carinho. O que procurei é sempre ser correto e leal com eles. Falei para eles (jogadores do Corinthains) que nem todos ficam felizes com algumas decisões e nem devem. Quem está feliz fora se acomoda. Mas todas as decisões que tomei sempre foram para fazer o melhor. Nem sempre consegui - ressaltou.


Mais do que reformular e fazer a seleção recuperar o bom futebol, Mano tem pela frente também a pressão de se segurar até a Copa do Mundo de 2014, em solo nacional. Em um cargo cobiçado, o treinador entende ter o respaldo da CBF acredita e que não sofrerá interferência de Ricardo Teixeira na montagem do grupo.

- Nunca me violento para aceitar um cargo. Ficaria muito frustrado se, ao assumir um cargo tão importante, não pudesse fazer o que penso. O time que coloco em campo é o time que quero colocar em campo mesmo. Se o time perde, vou para casa com a consciência tranquila. É assim que me conduzo e é assim que vou me conduzir na seleção. Não tive nenhum pedido fora daquilo que penso no futebol e do que penso sobre como as coisas funcionam - completou.

Aos 48 anos, Luiz Antônio Venker Menezes, o Mano, nasceu em Passo do Sobrado, no Rio Grande do Sul. Mas foi em Venâncio Aires, a capital do chimarrão, que ele iniciou sua carreira no futebol. Começou como zagueiro do Guarani-RS, mas logo desistiu por se considerar fraco tecnicamente. Resolveu, então, seguir o caminho como treinador. O primeiro clube profissional de Mano foi o próprio Guarani. Depois passou por Brasil de Pelotas, Iraty, 15 de Novembro-RS, Caxias, Grêmio e Corinthians.

Mano se despede com elogios, mas lamenta não realizar 'sonho maior'

No adeus, treinador cita evolução da torcida, lembra da união do elenco, porém, chora perda da Libertadores

Mano Menezes é festado pelos jogadores do Corinthians (Foto: Agência Estados)



Em clima de muita emoção, Mano Menezes encerrou neste domingo sua primeira passagem pelo Corinthians. O triunfo por 3 a 1 sobre o Guarani e o retorno à liderança do Campeonato Brasileiro apenas enfeitaram a festa. Após os aplausos dos quase 25 mil alvinegros presentes no Pacaembu e a volta olímpica para dar adeus aos torcedores, Mano agradeceu à direção, lembrou dos momentos de conquista, mas lamentou a falta do título mais importante: a Libertadores.


- Saio muito feliz do Corinthians. Não fizemos tudo o que poderíamos porque isso no futebol é difícil, mas fizemos grande parte. Trabalhamos todos os dias para fazer as coisas bem feitas. Você não monta o que aconteceu no final. Isso é uma coisa natural, que parte do coração do torcedor. Isso vale muito. É difícil ver isso para um técnico. Sei que minha partida é diferente, mas, se você fizer um balanço de quando chegamos, o trabalho do treinador tem uma parcela importante – afirmou.

- Estou bastante emocionado. Quando se aproxima a hora da saída e você gosta do lugar, é mais difícil. Mas eu fico feliz de sair desta forma, podendo olhar para os olhos dos jogadores. Acho que as atitudes das últimas horas comprovam o que nós sempre defendemos, que tínhamos um grupo bom, que o relacionamento era bom – emendou.

Mano Menezes só lamentou a perda da Libertadores deste ano. O Timão gastou mais de R$ 30 milhões na contratação de reforços, mas o time não vingou. Apesar da melhor campanha na primeira fase, acabou sucumbindo nas oitavas, contra o Flamengo. Mesmo com o revés, o treinador entende que a presença do clube em mais edições do torneio fará, em algum momento, acabar com o sonho de conquistá-lo.


- Tivemos um aproveitamento extremamente alto. Faltou um sonho maior, a realização dele. Mas, se o Corinthians continuar nessa batida, pode brigar pelo título brasileiro ou, no mínimo, voltar para a Libertadores. Não pode ser parecido com Copa do Mundo, que você joga de quatro em quatro anos. Time grande tem de estar sempre jogando e aí vai realizar o sonho do torcedor – acrescentou.

O técnico, aliás, elogiou o comportamento da torcida durante sua passagem pelo Parque São Jorge. Apesar de uma ala dos alvinegros pedir a demissão dele após a queda na Libertadores, Mano sempre recebeu muito apoio das arquibancadas.

- Tudo isso é parte da evolução que esse trabalho conseguiu fazer. Isso me deixa feliz. Perder ou ganhar é do jogo. Mudar o comportamento e estar preparado para isso é difícil. Nós conseguimos. Que continue assim – ressaltou.

Muricy quebra o silêncio e explica por que não assumiu a Seleção

'Sou do tempo em que quando você assina um contrato tem que cumprir'

Muricy Ramalho durante o empate ente Botafogo e Fluminense no Rio




Uma pessoa certa das suas convicções e dos seus valores. Muricy Ramalho quebrou o silêncio pela primeira vez, neste domingo, após o empate por 1 a 1 do Fluminense com o Botafogo, e falou sobre a decisão de recusar o convite da CBF para assumir a Seleção Brasileira. O treinador se classificou como uma pessoa de princípios e disse que não poderia abandonar o Fluminense no meio de um projeto desenvolvido por ele e fechado com a diretoria.


- Podem pensar que esse cara é louco. Mas eu não sou louco. Sou do tempo em que quando você assina um contrato tem que cumprir. Se hoje não é isso que a gente vê... faço a minha parte. Acho que a vida é assim. Você escolhe um rumo na vida. Sou uma pessoa que respeita o que assina, que respeita a instituição, o patrocinador, a história, a torcida. Acredito que você precisa respeitar as pessoas. Sei que seria uma oportunidade para mim. Não é fácil. É complicado. Um convite desse

é difícil.

Muricy Ramalho disse que segue a educação dada pelo pai, Marinho Ramalho. E lamenta que os valores passados a ele foram se perdendo ao longo dos anos na sociedade. Mas ele espera servir de exemplo para os filhos.

- Para mim isso é natural (cumprir o contrato com o Fluminense e recusar o convite da seleção). Todos os lugares em que eu estive eu agi assim. No Internacional, estive por três anos e recebi umas três ou quatro propostas do São Paulo. E a minha família era tricolor e morava em São Paulo. E eu sempre agradecia e permanecia no Internacional. Dizia que não poderia ir porque estava em um projeto importante. Se eu quisesse poderia ir embora porque não tinha multa no contrato, não tinha nada. Meus filhos e meus amigos falavam que eu era maluco em ficar porque eu podia voltar para São Paulo, ficar perto da minha família e treinar o clube pelo qual eles torciam. Mas tenho isso comigo. Foi o que o meu pai me ensinou. Tenho que cumprir sempre os meus compromissos. Preciso dar o exemplo para a minha família.

O treinador garante que não tem receio de ter fechado as portas na Seleção Brasileira. Muricy Ramalho prefere não pensar nas consequências da sua atitude e disse que só tem medo de uma coisa: da morte.


- Tudo o que eu faço não tenho segunda intenção nenhuma. Não faço algo querendo nada na frente. Não temo nada também. Só tenho medo de morrer porque os meus filhos não estão bem criados ainda. Porque quando eles estiverem não terei nem medo disso. Se estivesse livre estaria lá na Seleção. A gente sempre pensa no melhor e que vai dar certo. Mas tinha essa possibilidade de o Fluminense não me liberar. Então é isso. Sou um cara que vive na realidade.

Muricy Ramalho não está preocupado com o futuro e não teme que uma fase ruim faça a lua de mel com o Fluminense acabar. O treinador sabe que no mundo do futebol é possível ir do céu para o inferno rapidamente. Com o empate com o Botafogo, o Tricolor perdeu a liderança do Campeonato Brasileiro para o Corinthians.

- Perguntavam para mim... mas e se o Fluminense depois te mandar embora? Aí é um problema do Fluminense. Agi da forma que acho certo. Aprendi na vida que precisava respeitar as pessoas que lhe tratam bem, com quem você tem contrato. Conversei com os dirigentes do Fluminense e não houve a liberação. (Fiquei) Triste porque era uma oportunidade. Mas procurei este lado para a minha vida. Para assumir algo tenho que estar com a vida bem resolvida. Sobre a liberação poderia fazer uma pressão, pedir um aumento, essas coisas. Mas não é a minha linha. Deixei o Fluminense decidir. Sobre o papo da multa. Acertamos o contrato de dois anos e meio na palavra. Para vocês sentirem como eu sou.

Apesar da decepção de não ir para a seleção brasileira, Muricy Ramalho garante que é uma pessoa realizada. Tanto no lado profissional como pessoal.

- O que me realiza é andar na rua e de cabeça erguida. Isso é o que me deixa feliz. Eu poderia até estar em um lugar melhor (na seleção), mas eu não estaria bem comigo. Deixaria as pessoas no meio do caminho de um projeto que eu montei, combinei e assinei. Foi o rumo que dei para a minha vida. Se eu mudar eu vou me sentir mal.

Por fim, Muricy Ramalho desejou boa sorte ao amigo Mano Menezes, que aceitou o convite e vai ser apresentado nesta segunda-feira como o novo técnico da Seleção Brasileira.

- Tivemos juntos uma passagem no Sul e por um período vivemos no mesmo flat. Lá (em Porto Alegre) a rivalidade é muito grande que os técnicos nem podem conversar. Mas como o restaurante (do flat) era no último andar e ninguém poderia subir, a gente conversava muito. Então a gente se conhece bem, por isso desejo muita sorte ao Mano. Em relação à pressão, não é no Brasil. Em qualquer Copa do Mundo, o técnico vai ser pressionado. E a gente (treinador) está acostumado.

Neymar revela ansiedade por primeira convocação de Mano Menezes

Atleta santista espera ser lembrado por novo treinador da Seleção Brasileira. Lista para amistoso contra os EUA sai nesta segunda-feira

Aclamado pela crítica e pelos torcedores como merecedor de uma vaga na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo da África do Sul, o atacante santista Neymar revelou que espera com ansiedade a lista de Mano Menezes, novo técnico do time nacional. A convocação para o amistoso contra os Estados Unidos, marcado para o próximo dia 10, em Nova Jérsei, será anunciada nesta segunda-feira, às 16h.


- Estou ansioso e espero ser convocado. Vou ficar assim até sair a lista - disse Neymar, com brincos nas orelhas e corrente de ouro no pescoço, enquanto era ovacionado por um grupo de meninas que o aguardava na porta da sala de entrevistas da Vila Belmiro.

O atacante, que teve uma participação discreta na vitória santista por 1 a 0 sobre o São Paulo, na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, afirmou que merece ter uma chance no time de Mano Menezes pelo que vem fazendo desde o primeiro semestre. Nas últimas partidas do Peixe, porém, o atleta tem deixado a desejar - tanto que chegou a ser substituído por Dorival Júnior no clássico contra o Palmeiras.


- Acho que, pelo que fiz no primeiro semestre até agora, tenho como ser convocado, sim. Eu e o Ganso estamos ansiosos por isso. E eu vou ficar assim (tenso) na hora de dormir até acordar e sair a lista - afirmou.

domingo, 25 de julho de 2010

Mano valoriza a visão do torcedor em seu trabalho e já fala em vencer Copa

Em entrevista exclusiva, o novo técnico da Seleção Brasileira é cauteloso e fala da pressão de jogar em casa em 2014, mas enfatiza confiança


O novo técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, 48 anos, só começa a trabalhar nesta segunda-feira. Mas o discurso deste gaúcho de Passo do Sobrado já soa promissor. Em entrevista exclusiva ao repórter Bruno Laurence, da TV Globo, concedida na tarde de sábado, ele fez questão de falar no torcedor brasileiro e em sua percepção do futebol.


- Eu espero e acredito na capacidade do trabalho, de poder construir juntamente com todos, com a direção da CBF e com o torcedor brasileiro - que é importante - uma seleção que seja capaz de voltar a vencer uma Copa do Mundo, que a gente já está com saudade.... - disse o treinador, que se despede do Corinthians neste domingo, após enfrentar o Guarani às 18h30, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro.

A ênfase na visão dos 190 milhões de "treinadores" da população brasileira foi sublinhada com uma bela frase e um raciocínio muito bem-vindo:

- Cabe ao técnico da Seleção procurar traduzir para todo esse povo aquilo que ele quer ver. É isso que vou buscar incessantemente fazer. Quando se consegue isso, se consegue o máximo do trabalho - anunciou o novo contratado da CBF.

Com uma convocação já marcada para a tarde de segunda-feira, Mano deixa escapar um sorriso quando é perguntado sobre quando iria trabalhar nesta primeira missão:

- Olha, nós vamos trabalhar na segunda pela manhã, de maneira oficial. Mas é lógico que já estou começando a delinear ideias na minha cabeça. Tenho ainda que ir me inteirando de como funcionam as coisas na Confederação [CBF]... - respondeu.

Mano disse que pretende montar a comissão técnica com calma, mas já adiantou que irá chamar seu assistente no Corinthians, Sidnei Lobo:

- Ele é meu auxiliar direto. Vamos fazer consultas e conversar com algumas pessoas antes de definir outros nomes - comentou.

Confira abaixo a íntegra do depoimento de Mano Menezes.

SER TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Soa bem. Você vai escrevendo uma trajetória, vai construindo isso. Eu digo que a minha é proporcionalmente rápida para o futebol brasileiro. Mas muito segura. Isso me deu boas garantias de que ela vai continuar sendo segura. Quando você se propõe a fazer um novo trabalho, uma etapa mais importante, mais grandiosa, isso passa segurança interna, ajuda muito.

O técnico da seleção brasileira é um privilegiado. Você poder escolher os melhores jogadores para compor uma equipe, dentre os melhores do mundo - e somos os melhores do mundo -, é sem dúvida nenhuma uma oportunidade única.

A DECISÃO DE TROCAR O CORINTHIANS PELA SELEÇÃO

Em nenhum momento me passou pela cabeça recusar o convite. Apenas precisei me certificar de certas coisas. Gosto das coisas muito claras, para estabelecer que tipo de relação a gente vai assumir depois. Eu exijo muito que cumpram comigo aquilo que combinamos. Porque eu vou cumprir aquilo que combinamos.

Uma decisão precisa ser embasada e [que seja] retirada dela a emoção, o orgulho de ter sido escolhido. Ela tem que ser amparada em pilares mais da razão. Na frente isso vai fazer a diferença. Quando você entra de cabeça você tem que apostar da forma mais segura. Durante esse caminho que que eu vim construindo, em muitos momentos eu não queria receber a oportunidade porque entendia que não era o momento. Mas mesmo não querendo eu tinha uma convicção muito grande de que, se acontecesse o convite, eu deveria aceitar! Porque é assim a vida. As trajetórias profissionais não nos oferecem tantas oportunidades ou oportunidades repetidas. Talvez ela não aparecesse novamente... Eu procurei me preparar bem nessa trajetória. Se as pessoas que estão olhando de fora enxergam em mim as condições para fazer o trabalho, eu procuro corresponder.

A PRESSÃO NA COPA 2014

É normal. Dadas as proporções, não é nada muito diferente de todas as missões que tive até hoje. Acho que falar em conquista da Copa, na necessidade de o Brasil conquistar o título em 2014, é adiantar muito os fatos. Você não consegue nada se não construir uma seleção capaz de suportar tudo que significa jogar uma Copa do Mundo no Brasil. Existem coisas positivas por jogar aqui, mas teremos uma pressão maior, claro.

Temos um chão longo a ser pisado. Temos uma Copa América que vai ser jogada na Argentina, temos as Olimpíadas em Londres... Tudo isso vai fazer parte da formação de uma seleção capaz de suportar a pressão na Copa 2014.

DESAFIOS DE SUA CARREIRA

Proporcionalmente, cada clube que você assume é importante. Em me lembro que em 2001, quando estava saindo da categoria de base do Internacional, em final de temporada, fui convidado para dirigir o Guarani de Vênacio Aires, onde comecei como jogador. O Guarani estava na lanterna do Campeonato Gaúcho, cinco pontos atrás do penúltimo colocado. Assumir um clube nessa condição era um risco total. E acabamos sendo campeões do segundo turno e depois ganhamos o título gaúcho [pela fórmula de disputa vigente em 2001, Grêmio, Inter, Caxias e Juventude só entravam na disputa do que foi chamado Supercampeonato Gaúcho].

Quando saí do XV de Novembro de Campo Bom, depois de ser terceiro colocado da Copa do Brasil de 2004, assumi o Caxias. O time estava na 22ª colocação entre 24 times na Série B. Tinham sido jogadas dez rodadas, só tinha 13 para jogar. Saímos da zona de rebaixamento e fomos ao nono lugar, falou um ponto para classificar entre os oito. Na época, classificavam oito para ver quem subia.

O DIVISOR DE ÁGUAS

Em cada clube, houve trabalhos que exigiram muito. E depois eu cheguei no Grêmio, também na Série B, em 2005. Foi difícil, mas muito mais pela maneira como ela terminou [na épica vitória sobre o Náutico que ficou conhecida como Batalha dos Aflitos, com o Grêmio terminando com apenas sete jogadores em campo]. Mas já era uma reconstrução. Tivemos que formar um time durante a própria competição. E foi o que fizemos. Atingimos a Série A, o objetivo, conquistando o título de forma extraordinária. Aquilo foi um jogo muito diferente de um jogo de futebol, fora do padrão. A exceção da exceção. É quase uma benção, como se dissessem "vamos dar para aquele grupo de homens um prêmio por tudo que passaram"... O clube grande quando cai é sempre muito traumático. Tinha feito um primeiro semestre difícil, não tinha chegado ao final do Campeonato Gaúcho... Fui construindo uma equipe da forma como eu gostava, baseada em preceitos que eu acredito, um nível de profissionais da forma como eu gosto de trabalhar... Era para ter um término com sucesso, mas não daquela maneira...

Enxergo ali um divisor na carreira. Eu já conversei com o Roberto Cavalo sobre isso; é importante ouvir o outro lado, ele era técnico do Náutico. Como foi duro para o lado de lá, e como foi extraordinário para o lado de cá!

CORINTHIANS

Eu vi o Corinthians como uma grande oportunidade de repetir um bom trabalho. Era a primeira vez que eu ia trabalhar em um clube grande fora do Rio Grande do Sul. É difícil vencer num mundo maior, onde as expectativas são maiores, os investimentos maiores, o reconhecimento, um eventual fracasso... Tudo muito maior. Entendi que o Corinthians seria uma grande oportunidade para fazer um trabalho bem realizado. Mesmo estando na Série B. Porque, se tem um momento bom para assumir em um clube maior, é nessas horas, quando as pessoas estão mais humildes. Elas ouvem mais, respeitam mais.

Vivemos momentos difíceis e momentos felizes no Corinthians. Felizmente foram mais momentos felizes, senão não teria chegado a quase três anos de trabalho no clube. A participação do torcedor - do torcedor normal - foi maravilhosa! Nossas viagens pelo Brasil, desde os tempos de Série B deixaram isso muito claro. Tentamos sempre colocar em campo uma equipe que traduzisse esse sentido do torcedor e conseguisse uma identidade com ele, com aquilo que ele pensa do futebol. Ás vezes, a gente conseguiu, nem sempre se consegue. Mas a procura foi sempre essa.

O que vale muito no trabalho de um profissional quando sai de um clube é poder olhar pra trás e ver que deixou algo construído e que mudou, que não vai deixar as coisa como estavam antes.

MANO E A FAMÍLIA

O apelido Mano vem da minha irmã mais velha, que só é um ano e pouco mais velha do que eu. Quando eu nasci, eu era o irmão, o mano. E ela não sabia dizer meu nome, só me chamava assim. E foi ficando o apelido, ficou na carreira como jogador. Quando você se torna técnico, passa a usar o sobrenome. Como eu brinco, é para ter uma certa pompa, né?

Fui parar no futebol por influência do meu pai, que faleceu muito cedo. Ele é o responsável por me fazer gostar de futebol. Em casa, a família sempre me deu apoio. A Maria Inês, minha mulher, trabalha comigo, coordena a nossa empresa. Minha filha Camila também, faz a minha assessoria. É importante no futebol de hoje cuidar da imagem, e esse apoio delas é fundamental. Elas compartilham comigo as horas boas como agora, e estão do meu lado também quando as coisas não vão tão bem.

190 MILHÕES DE MANOS

Eu já dirigi uma nação. Agora vou dirigir a maior nação do futebol mundial. Com a responsabilidade de representar os outros técnicos do país, dirigir os melhores jogadores do mundo - repito. Sou um profissional que tem uma trajetória e sempre segui uma linha. É esta linha que me trouxe até aqui, para dirigir a Seleção Brasileira. E será esta a linha que vai me levar na sequência do trabalho.

Vejo como algo positivo trabalhar com todos esses 190 milhões de "treinadores". Cabe ao técnico da Seleção procurar traduzir para todo esse povo aquilo que ele quer ver. É isso que vou buscar incessantemente fazer. Quando se consegue isso, se consegue o máximo do trabalho.

Luxemburgo: 'Agora, somos todos assistentes técnicos do Mano'

Atleticano oferece apoio ao novo treinador da Seleção Brasileira, mas garante que não deixará de dar suas opiniões

Promessa de apoio e de pitacos também. O técnico Vanderlei Luxemburgo, do Atlético-MG – que já esteve à frente da Seleção Brasileira - declarou, neste sábado, após o empate por 0 a 0 entre o Galo e o Avaí, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, que todos os treinadores brasileiros, agora, trabalham para ajudar Mano Menezes. O atleticano, no entanto, não acha que isso deva impedi-lo de expressar suas opiniões no futuro.


- Agora, nós somos todos assistentes técnicos do Mano Menezes. Cabe a nós, agora, trabalhar. O que nós não podemos é deixar de falar nossas opiniões sobre a Seleção. Eu antigamente achava que não deveria falar porque era antiético, mas acho que eu sou um homem do futebol. Qualquer opinião sobre o jogadores que eu tiver, eu posso tecer. Quem vai ter a decisão final é o Mano, mas nós estamos aqui à disposição dele – disse Luxa.

Luxemburgo, que chegou a estar entre os nomes especulados para ocupar a vaga de Dunga, foi técnico do Brasil entre 1998 e 2000, quando perdeu o cargo após a eliminação da Seleção nas Olimpíadas de Sydney.

Mano: 'Somos os melhores do mundo. É oportunidade única'

Para o novo técnico da Seleção Brasileira, ter sido a segunda opção da CBF não fez diferença: é uma oportunidade que pode não se repetir

Mano, o novo técnico da Seleção (Foto: Gustavo Tilio)

Antes de aceitar o convite para ser o técnico da Seleção Brasileira, Luiz Antônio Venker de Menezes fez perguntas a Ricardo Teixeira.


- Quis saber se estava tudo certo com o primeiro convite que tinha sido feito ao Muricy. Se o Muricy já tinha tido sua posição final... Porque eu não gosto de atropelar fatos - contou o treinador, em entrevista exclusiva ao "Jornal Nacional".

Ele não demonstrou o menor constrangimento por ter sido a segunda opção da CBF.

- As trajetórias profissionais não nos oferecem tantas oportunidades. Ou grandes oportunidades repetidas - disse.

Mano se despede do Corinthians neste domingo, após o jogo contra o Guarani, pelo Campeonato Brasileiro, a ser realizado no Pacaembu, às 18h30. Na segunda-feira, será apresentado oficialmente pela CBF e já fará sua primeira convocação - para o amistoso contra os Estados Unidos, em 10 de agosto.

- O técnico da Seleção Brasileira é um privilegiado. Você poder escolher os melhores jogadores para compor uma equipe dentre os melhores do mundo... E somos os melhores do mundo! É, sem dúvida nenhuma, uma oportunidade única! - definiu.

sábado, 24 de julho de 2010

FOTOS: jornais estrangeiros destacam ‘sim’ de Mano Menezes

Técnico anunciou neste sábado que aceitou o convite da CBF para assumir o comando da seleção brasileira no lugar do demitido Dunga

Jornal "Olé" estampou a foto de Ronaldo e companhia parabenizando Mano Menezes




A imprensa estrangeira destacou neste sábado a escolha de Mano Menezes como novo técnico da seleção brasileira. O ex-treinador do Corinthians, que ainda comanda o time neste domingo contra o Guarani, aceitou o convite feito pela CBF após Muricy Ramalho, primeira escolha da entidade, não ter sido liberado pelo Fluminense.

“Uma mão à seleção”. Com esse título o jornal argentino “Olé” destacou o “sim” de Mano Menezes a Ricardo Teixeira. O diário, famoso por tiradas provocativas, foi mais contido e fez apenas uma brincadeira com o nome do ex-treinador do Corinthians que significa “mão” em espanhol.

O diário italiano "La Gazzetta Dello Sport" fez um perfil de Mano Menezes e destacou suas conquistas à frente do Corinthians. O jornal "AS", da Espanha, também "apresentou" o ex-técnico do Grêmio aos seus leitores.


Site do jornal italiano "La Gazzetta Dello Sport" (Foto: reprodução gazzetta dello sport)


Site do jornal espanhol "AS" (Foto: reprodução jornal AS)

Muricy deseja sucesso a Mano e diz entender posição da diretoria do Flu

Treinador agradece à CBF por compreensão e garante estar focado em seguir o trabalho no Tricolor carioca

O presidente do Flu, Roberto Horcades, cumprimenta Muricy durante treino deste sábado ( Photocamera)

Um dia depois de ser convidado para assumir o cargo de treinador da seleção brasileira e não ter sido liberado pela diretoria do Fluminense, Muricy Ramalho decidiu se manifestar sobre o caso. Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa na tarde deste sábado, o treinador desejou sucesso ao novo ocupante do posto e agradeceu à CBF por respeitar sua decisão de não aceitar o convite. E disse entender a posição do comando do Tricolor carioca.

- Quero nesse momento desejar sorte e sucesso ao técnico Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira e agradecer ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, e ao assessor de comunicação, Rodrigo Paiva, pelo respeito a decisão que tomei. Ambos foram excepcionais na conversa que tivemos, nesta última sexta-feira (23 de julho).

- Quero dizer à direção do Fluminense que também respeito a decisão do clube e de seu patrocinador, e que entendo a posição adotada. Neste momento, estou focado no meu trabalho junto ao Fluminense Football Club - garantiu.

Na nota, Muricy ressaltou a importância de cumprir o que foi combinado.


- Como pai, o dever de cumprir aquilo que está acertado é a mensagem que passo aos meus filhos e, em nome disso, que mantenho sempre a minha postura e posições em minha vida.

Muricy Ramalho tem contrato com o Fluminense até dezembro deste ano. E segundo a direção tricolor, a ampliação do acordo até o fim de 2012 já havia sido acertada entre o clube e o representante do treinador, Márcio Rivelino.

Detalhista, Mano é viciado em tática

Novo técnico da Seleção vê inúmeros jogos por semana atrás de lições. Relação com a imprensa deve ser diferente da Era Dunga

Mano Menezes: dois anos e sete meses à frente do Corinthians(Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com


Acabou a Era Dunga na Seleção Brasileira, mas continuou a escola gaúcha. Só que, embora também seja do Rio Grande do Sul, Mano Menezes tem um estilo bem diferente do antigo treinador. A começar pela experiência. Diferentemente do ex-técnico, o ex-corintiano passou por diversos clubes antes de assumir o Brasil.

Credenciado pelo bom trabalho que fez no Timão ao longo de dois anos e sete meses, Mano Menezes é um viciado em futebol. Assiste a muitos jogos por semana. Muitos mesmo. Não só do futebol brasileiro, mas também do europeu. Estudioso da bola, ele procura sempre alguma lição tática. Para usar e também combater.

Detalhista, o novo técnico da Seleção não cansa de analisar as atuações de sua equipe. No dia seguinte às partidas, lá vai ele para sua sala rever o jogo, procurar elogios e encontrar os erros. Cobrança é com ele mesmo. Mano não é um técnico de passar a mão na cabeça. Aplaude na hora de aplaudir, mas cobra sempre.

Da mesma maneira que analisa minuciosamente os adversários e as partidas do seu time, Mano Menezes lê tudo que sai na imprensa. Não só em relação ao time que comanda, mas também os outros assuntos relacionados ao futebol. Até por isso, dificilmente foge de alguma pergunta nas coletivas ou perde a cabeça.


Bem diferente de Dunga, que vivia em clima de guerra com os jornalistas. Mano tem uma visão mais ampla dessa relação, principalmente porque a sua filha, Camila Menezes, é formada em jornalismo e trabalha diretamente com ele nessa preparação. Mas há um assunto que tira o treinador do sério: Carlos Leite.

No Corinthians, reformulação da equipe e pouca chance aos jovens

O empresário do treinador é também procurador de muitos outros jogadores, alguns deles do Corinthians. Em algumas oportunidades, Mano foi questionado sobre alguma preferência por esses atletas e mostrou-se sempre bastante incomodado com esse tipo de especulação.

Em seu mais novo desafio, Mano Menezes terá a missão de reformular a Seleção Brasileira. Dar uma cara nova àquela equipe que ficou marcada por mais uma decepção nas quartas de final de uma Copa do Mundo. Inicialmente, a prioridade será observar os mais jovens, já visando ao Mundial de 2014 no Brasil.

No Corinthians, Mano não deu tantas chances a jogadores das categorias de base, mas em sua chegada, em janeiro de 2008, teve a meta de reformular um elenco após o rebaixamento à Série B. Logo de cara, levou o Timão ao vice-campeonato da Copa do Brasil e conquistou a Segundona com uma campanha de primeira.

Com a base montada na Série B, ganhou peças importantes e brilhou em 2009, com o atacante Ronaldo em grande fase. Basta saber agora como é que Mano Menezes vai iniciar a reformulação da Seleção Brasileira. É certo que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, quer muitas mudanças. A começarem já.


Na próxima segunda-feira, em sua primeira convocação, Mano deve apresentar uma base de jogadores que atuam no Brasil. A expectativa é grande para que Paulo Henrique Ganso e Neymar, estrelas do Santos no primeiro semestre, sejam chamados, assim como outros jovens valores.

Zico lamenta impasse sobre Muricy e diz que 'faltou sensibilidade' ao Flu

Dirigente do Fla afirma que atual treinador do Tricolor carioca merecia receber 'recompensa' de treinar a seleção brasileira

Diretor executivo do Flamengo, Zico lamentou o impasse que impediu Muricy Ramalho de assumir o cargo de treinador da seleção brasileira. E fez uma crítica ao comportamento da diretoria do Fluminense, afirmando que "faltou sensibilidade" ao comando do Tricolor carioca ao não permitir que o técnico realizasse o seu sonho de dirigir o selecionado.


- (O Fluminense) está no direito dele. Mas acho que houve uma inabilidade, uma falta de sensibilidade. O que gerou desgaste. Não foi bom para ninguém - disse neste sábado.

Zico afirmou que Muricy merecia, por tudo que fez na carreira, receber "a maior recompensa": comandar a seleção brasileira.

- Lamento muito pelo Muricy, porque ele vem batalhando a carreira inteira para que isso (treinar a seleção) acontecesse um dia. Fez por onde. Fez, digamos, todo um curso. Passou pelo primário, ginasial, científico, universidade. E quando chegou na hora de exercer a profissão, acabou sendo criado todo esse impasse. Gostaria de vê-lo dirigindo a seleção. Seria a maior recompensa que ele poderia obter. Espera que sirva de grande lição para o futuro.

Zico não acredita que as portas da seleção tenham se fechado para o treinador do Fluminense. Mas lembra que as mudanças do ocupante do cargo não costumam ser rápidas. E citou a possibilidade de Muricy treinar a seleção olímpica. Algo que, pelo menos para os Jogos de Londres, também esbarraria no contrato assinado com o Flu. Que será renovado até o fim de 2012.

Apesar de lamentar a ausência de Muricy, Zico elogiou o treinador do Corinthians, que assume a seleção na próxima segunda-feira.

- Mano Menezes é um ótimo nome e tem tudo para fazer um grande trabalho. Vamos torcer para que isso aconteça.

Andrés se sente órfão sem Mano e estuda até quatro nomes para a vaga

Presidente elogia Carlos Alberto Parreira e garante que disputa judicial entre Timão e Adilson Batista não seria motivo para não contratá-lo agora

Andres Sanches na despedida de Mano Menezes (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)


Sem Mano Menezes, o Corinthians corre agora atrás de um novo técnico para tentar fechar o ano do centenário com o título brasileiro. Segundo o presidente Andrés Sanches, a diretoria estuda de três a quatro nomes, mas ainda não decidiu em qual deles se concentrará. Adilson Batista, ex-Cruzeiro, e Carlos Alberto Parreira, que trabalhou no clube em 2002, são os mais cotados.


- Tem Mourinho, Ferguson, Parreira, Joel, Felipão, Muricy. Quem sabe eu não vou lá e pago a multa e o Muricy vem trabalhar aqui – esbravejou Sanches, reclamando das especulações que cercaram o clube nos últimos dias.

Em seguida, o dirigente falou sério e admitiu a pressão da direção em encontrar um substituto. Mano comanda o Corinthians pela última vez, contra o Guarani, neste domingo, às 18h30min, no Pacaembu. No final de semana seguinte, o Alvinegro tem pela frente nada menos que o arquirrival Palmeiras. A intenção da direção é que o novo técnico estréie no clássico.

- Realmente é um baque, estamos órfãos. Mas temos três ou quatro nomes e estamos discutindo. É que um quer tanto, quer isso ou aquilo. Existem vários fatores. Às vezes, não é só valor. O novo treinador vai ter que se enquadrar e trazer um projeto para trabalhar com o nosso – afirmou.

Adilson Batista desponta como o principal nome até o momento e teria até sido indicado pelo próprio Mano Menezes. O treinador, porém, move uma ação contra o clube no valor de R$ 500 mil por atraso no pagamento de salários e luvas, em 2001, ainda como jogador. O Corinthians já foi condenado a pagar durante a gestão Alberto Dualib, mas ainda não o fez. Andrés jura que o problema judicial não terá interferência.

- Nós vamos contratar primeiro o profissional. Se ele acertar a parte profissional, depois vai e acerta o problema trabalhista. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Isso não é um entrave – explicou.

Carlos Alberto Parreira também é outro que ganha força no Parque São Jorge. O treinador, que comandou a África do Sul na última Copa do Mundo, deixou uma boa impressão no clube após as conquistas da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo, ambos em 2002.

- O Parreira tem história no Corinthians, é meu amigo e gosto muito dele. Não temos um perfil. Queremos primeiro o homem. Alguns desses que foram citados são homens na essência – completou.

De Passo do Sobrado à Seleção: a rápida ascensão de Mano Menezes

Após desistir de ser jogador, Luiz Antônio Venker Menezes se transformou em um treinador de ponta com relativa rapidez

Mano (esq) sempre foi de reclamar com árbitro

Luiz Antônio Venker Menezes, o Mano, nasceu em Passo do Sobrado, no Rio Grande do Sul. Mas foi em Venâncio Aires, a capital do chimarrão, que ele iniciou sua carreira no futebol. Começou como zagueiro do Guarani-RS, mas logo desistiu por se considerar fraco tecnicamente. Resolveu, então, seguir o caminho como treinador. Acertou na escolha. Prova disso é que agora ele é da Seleção Brasileira.


Mano sempre planejou sua vida profissional meticulosamente. Todos os passos foram dados com muita segurança. Da fábrica de fumo em Venâncio Aires, onde era responsável pelo recebimento de material, ele se mudou para o Sesi (Serviço Social da Indústria). Lá, ganhou chance na recreação. Já casado e pai de Camila, sua única filha, essa era a chance de tentar melhorar financeiramente.

Mano foi o herói da conquista de torneio em 88

Mas Luiz Antônio chamou a atenção do Sesi pelo seu desempenho como atleta. Representando a empresa de fumo, o agora técnico corria os 400 metros nas competições organizadas pelo Sesi. Chegou a ser medalha de ouro no torneio por equipes. Quando criança, aliás, ele já mostrava aptidão para o atletismo. Tanto que praticava salto em distância. Chegou a saltar 4,60m, com 11 anos, e ser primeiro.


Porém, o esporte que encantava mesmo Mano era o futebol. Afinal, o seu pai, Omar, o incentivava muito a praticar. E foi no clube que Omar era presidente, o Rosário de Passo do Sobrado, que o técnico da Seleção Brasileira deu seus primeiros chutes. A princípio só aos fins de semana, como lazer, mas mais tarde, ele foi convidado a sair do Sesi e arriscar a carreira no Guarani de Venâncio.


Primeiro time de Mano foi o Rosário-RS

Aos poucos, porém, Mano Menezes percebeu que não daria certo. Zagueiro sem muita técnica, ele via jogadores melhores do que ele terem pouco sucesso financeiro. Foi quando ele decidiu desistir e começar a estudar para ser treinador. O principal momento dele com a camisa do Guarani foi em 1988, quando ele converteu o último pênalti na decisão de um torneio amador e deu o título ao time.

- Quando o Guarani chegou à Segunda Divisão gaúcha, eu ainda joguei dois anos, mas apenas como um jogador a mais no grupo, não mais como titular absoluto. Foi então que analisei: tinham atletas melhores do que tinham uma remuneração baixa. Resolvi fazer faculdade de educação física – contou Mano certa vez.


Guarani-RS foi o clube que Mano ficou mais tempo

A universidade foi a base para que ele se tornasse um grande técnico. Estudioso do esporte mais popular do Brasil, Mano sempre gostou de tática. Experimentou algumas delas no Guarani de Venâncio Aires. Não agradou. Chegou a ser demitido três vezes pelo mesmo dirigente: Paulo Batisti.


- O Mano amadureceu bastante nos últimos anos. Ele batia muito de frente com os dirigentes. Todo mundo falava que ele era teimoso demais. Mas pelo que tenho visto ele evoluiu nesse sentido, está lidando melhor com a hierarquia. Ele é um grande treinador, sabe muito de futebol e merece estar onde está – declarou Batisti, no ano passado, às vésperas da final da Copa do Brasil, contra o Inter.

A determinação e dedicação de Mano o levaram até a Seleção Brasileira, certamente o maior desafio de sua carreira. Maior que as duas vezes em que teve que tirar duas grandes marcas do futebol brasileiro (Corinthians e Grêmio) do fundo do poço e levar de volta à elite.


Agora, na busca do hexa, o Brasil é “mano do Mano”.

Andrés diz que não poderia impedir saída, mas projeta: 'Ele está ferrado'

Emocionado, presidente do Corinthians justifica liberação do técnico, nega indicação para a CBF e acredita que Mano Menezes sofrerá muita pressão

Andres Sanches se emociona na despedida de Mano Menezes (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)

Andrés Sanches teve uma mistura de emoções nesta manhã de sábado, enquanto Mano Menezes anunciava o acordo com a Seleção Brasileira. Emocionado na despedida do treinador que tirou o Corinthians da Série B e o colocou novamente em evidência, o treinador chorou, fez piada, esbravejou contra a imprensa e projetou um futuro de muita pressão para o ex-comandante alvinegro. Entretanto, admitiu que não poderia frear a realização de um sonho do gaúcho.

- O Mano aceitou, o Mário (Gobbi, diretor de futebol) se despediu, mas eu não liberei. Se não ganhar o jogo amanhã (contra o Guarani), eu não libero – brincou o mandatário.


Em seguida, Andrés Sanches reconheceu que obrigar Mano Menezes a cumprir seu contrato com o Corinthians até o fim não seria uma atitude justa. Ele está vinculado ao Alvinegro até 31 de dezembro de 2011. Na sexta-feira, o Fluminense bateu o pé para a permanência de Muricy Ramalho e o treinador teve de recusar o convite feito por Ricardo Teixeira.

Sanches, aliás, está cada vez mais próximo do dirigente máximo da CBF. Ele foi o chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da África do Sul e, para o futuro, sonha em exercer algum cargo executivo na edição de 2014, no Brasil.

- Jamais, desde que assumi o Corinthians, procurei prejudicar ou atrasar uma pessoa. Seleção é o top. Não queria causar isso a um ser humano, principalmente por ter me ajudado. É o sonho dele. Sobre o Muricy, o patrão dele não permitiu. Eu tenho coração, não poderia negar. O Corinthians cresceu nos três anos com ele, mas já era grande e vai crescer muito mais. As pessoas passam, os profissionais vão e nós vamos tocando a vida – acrescentou.

Depois de elogiar o trabalho de Mano e até convidá-lo para retornar ao Corinthians em 2015, Andrés Sanches acredita que o treinador terá um sério problema a partir de agora, sobretudo pela pressão do novo cargo.

- Ele está bem ferrado. Isso é óbvio. O cara que tem 200 milhões de treinadores nas costas vai ser cobrado sempre. Mas depois de três anos no Corinthians ele está experiente – disse.

Sanches garantiu ainda que não teve qualquer papel na contratação do técnico pela CBF, nem mesmo foi consultado pela proximidade que tem com Ricardo Teixeira, sobretudo após o Mundial.

-Eu não interferi em nada. Nem por Mano, Muricy e nem por ninguém. É uma decisão do presidente – completou.

Teixeira destaca coragem de Mano e diz que a Seleção será mais caseira

Em nota, presidente da CBF lembra que 'todo técnico do mundo sonha' com este cargo e revela que nova era terá mais atletas que atuam no Brasil

Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Foto: AE)

Depois de o técnico Mano Menezes anunciar em entrevista coletiva que tinha aceitado o convite da CBF para assumir a seleção brasileira, a entidade publicou em seu site um nota oficial sobre o assunto. O presidente, Ricardo Teixeira, destacou a coragem de Mano para assumir o cargo. O treinador do Corinthians (dirige o time até domingo) foi a segunda opção (Muricy Ramalho, do Fluminense, recusou depois de não ser liberado pelo clube).


- Ele mostrou coragem e também orgulho por ter a oportunidade que todo técnico do mundo sonha, que é dirigir a Seleção Brasileira. Tenho a certeza de que realizará um grande trabalho até 2014 - disse Teixeira.

O presidente da CBF aproveitou para revelar algumas novas diretrizes já traçadas com o novo treinador. Segundo ele, Mano tem nos planos uma Seleção mais caseira neste ciclo que deve durar até a Copa do Mundo de 2014.

- A Seleção Brasileira, como me disse o novo técnico, voltará a ter uma presença significativa de jogadores que atuam em clubes brasileiros. O Mano Menezes, inegavelmente, é o técnico com capacidade para conduzir esse processo - acrescentou.

Ainda segundo a nota da CBF, Mano aceitou o convite para dirigir a CBF na noite de sexta-feira, quando foi procurado pela entidade. O treinador, entretanto, pediu até a manhã deste sábado para comunicar diretoria e comandados no Corinthians.

Carlos Queiroz pode ser demitido por justa causa do comando de Portugal

Segundo jornal, técnico ofendeu médicos da autoridade antidoping antes da Copa do Mundo e agora é alvo de inquérito por mau comportamento

Carlos Queiroz pode estar de saída do comando da seleção portuguesa (Foto: Getty Images)


Envolvido em uma polêmica por ter insultado médicos da autoridade antidoping de Portugal, Carlos Queiroz corre o risco de ser demitido do cargo de treinador da seleção local “por justa causa”, segundo informou o jornal esportivo “Recorde”. O episódio ocorreu antes da Copa do Mundo, no dia 16 de maio, quando os profissionais chegaram ao centro de treinamento da equipe portuguesa, em Covilhã, e foram recebidos sob ofensa por parte de Queiroz.

Um relatório sobre os fatos foi enviado ao secretário de Estado da Juventude e Esportes, Laurentino Dias, que o remeteu à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) "para avaliação". Perguntado se o caso poderia ser considerado grave, Dias afirmou que sim e disse que agora está nas mãos da Federação Portuguesa avaliar o caso.

- Se não fosse, não tinha havido inquérito. Mas agora cabe à Federação avaliar e ponderar – disse o secretário ao jornal "A Bola".

Sem se importar em ser segunda opção, Mano diz 'sim' à Seleção

Treinador do Corinthians confirma acordo com a CBF nesta manhã de sábado e tem a missão de reformular a equipe depois do fracasso na Copa

Mano conversa com Rivellino no treino deste sábado (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)

Mano Menezes disse "sim". Após a recusa de Muricy Ramalho, que preferiu seguir no Fluminense, o técnico do Corinthians afirmou nesta manhã de sábado, em uma rápida entrevista coletiva, no Parque São Jorge, que aceita o convite para ser o substituto de Dunga e ter como objetivo a preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.


- Como vocês já têm conhecimento, ontem por volta das 19h30m ou 20h, recebi convite oficial da CBF para assumir oficialmente o comando técnico da Seleção. Tivemos uma conversa longa, Ricardo Teixeira e eu, e ele me expôs aquilo que a CBF tem como ideia para o projeto de 2014. Fiz questionamentos importantes, que entendi que deveriam ser feitos para uma análise mais longa, e pedi a ele depois da conversa, com a razão que sempre tento colocar nas minhas decisões, que pudesse encaminhar uma posição oficial a partir de agora. E é isso que vim aqui fazer: confirmar. Eu aceito o convite que o presidente me fez. Vamos ter a partir de agora o encaminhamento de algumas outras situações, porque vocês vão entender que, para mim, o fato é novo desde a noite de ontem. Para todo o Brasil, a partir de agora, digo que aceito o convite - anunciou.

Durante a entrevista, os jogadores Ronaldo, Elias, Dentinho, Julio Cesar, Roberto Carlos, Iarley e Alessandro invadiram a sala de imprensa do Parque São Jorge para cumprimentá-lo. Ao lado, o presidente Andrés Sanches, que contratou o treinador no fim de 2007, logo após o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, acompanhava tudo com os olhos marejados.

Orgulho por ser o segundo colocado na lista da CBF

Questionado sobre o fato de ter aceitado o convite logo depois da recusa de Muricy Ramalho, que preferiu permanecer no Fluminense, Mano afirmou que não se sentiu preterido num primeiro momento pela CBF.

- Muito pelo contrário, me orgulho muito. Devemos ter no futebol brasileiro uns 50 excelentes profissionais. Se sou o segundo, estou bem colocado. E sou o segundo (atrás) do Muricy, que admiro muito como pessoa. Durante a semana, a questão foi encaminhada entre Muricy e Mano, Mano e Muricy... Não tenho de analisar por que o primeiro convite não teve sequência. O segundo foi feito para mim, e estou feliz e orgulhoso. Levei em consideração o que é preciso se levar neste trabalho - comentou Mano.

A apresentação oficial está marcada para segunda-feira, às 16h, em um hotel na Zona Sul no Rio de Janeiro. No mesmo dia, Mano Menezes anunciará sua primeira convocação, já que o Brasil tem amistoso marcado para o dia 10 de agosto, contra os Estados Unidos, em Nova Jérsei.

Mano comandará o Corinthians neste domingo

Antes de assumir o time nacional, Mano comandará o Corinthians pela última vez neste domingo, na partida contra o Guarani, no Pacaembu. Até segunda-feira, data do anúncio oficial da primeira convocação como treinador da Seleção Brasileira, Mano não pretende comentar sobre suas opções para o primeiro compromisso.


- Entendo a ansiedade e curiosidade de todos. Combinamos na conversa que tivemos que vou falar sobre Seleção Brasileira, planos e formação de comissão apenas a partir de segunda, quando será a apresentação. É o marco inicial para começar a falar de um novo projeto. Até domingo, vou continuar tendo o máximo de respeito que tive até aqui, levando como prioridade o que tenho de fazer. Sei que no domingo vocês vão voltar a me perguntar, mas, exatamente porque tudo é novo e porque devo conduzir como prioridade o Corinthians, vou falar na segunda-feira sobre convocação - disse.

Amistosos serão bastante comuns até a Copa de 2014, já que, por ser o país sede do Mundial, o Brasil não precisa participar das eliminatórias. Até lá, a Seleção disputará duas competições oficiais: a Copa América, em 2011, na Argentina, e a Copa das Confederações, em 2013, no Brasil.

Mano Menezes será o responsável por fazer a reformulação da equipe, que nas duas últimas Copas do Mundo, na Alemanha e na África do Sul, parou nas quartas de final. Segundo o presidente Ricardo Teixeira, essa primeira convocação do ex-corintiano terá uma base formada por jogadores que atuam no Brasil.


- Chego para ser técnico da Seleção com muito orgulho. A maioria dos técnicos do Brasil gostaria de estar no meu lugar e isso dá ideia do quão importante é o cargo. Vim escrevendo uma trajetória e pensava em um dia chegar à Seleção Brasileira. Acho que foi mais rápido do que pensava. Mas tenho por linha não fugir de convites importantes e aceitar novos desafios. Passa-se todo o tempo se preparando para uma situação grandiosa e essa é a mais grandiosa de todas. E isso é motivo de orgulho muito grande.

No Twitter, William antecipa o 'sim' de Mano Menezes à Seleção

'Estaremos todos torcendo pelo seu êxito. Obrigado por tudo!', escreve

William deseja sorte a Mano antes mesmo do anúncio oficial (Foto: Reprodução / Twitter)

Antes mesmo que Mano Menezes iniciasse a sua entrevista coletiva, neste sábado, já era conhecida a sua resposta ao convite para dirigir a Seleção Brasileira. O zagueiro William se antecipou ao comandante e publicou no Twitter um agradecimento e um desejo de boa sorte na nova empreitada, indicando que o técnico já conversou com os jogadores.


- Bom dia! Muita sorte nesse novo desafio, Mano. Estaremos todos torcendo pelo seu êxito. Obrigado por tudo! - escreveu o capitão.

CBF convida Mano Menezes e já fala na primeira convocação

Treinador do Corinthians só deve se pronunciar sobre o caso neste sábado, após o treino marcado para às 9h30m no Parque São Jorge

Mano Menezes: cada vez mais perto da Seleção (Foto: Leandro Canônico / Globoesporte.com)



Horas depois da negativa oficial de Muricy Ramalho, a CBF fez um convite para Mano Menezes assumir a Seleção Brasileira. O técnico, que comandou o treino do Corinthians na tarde de sexta-feira, só deve dar a resposta positiva em uma coletiva no sábado, após o treino marcado para às 9h30m no Parque São Jorge. Andrés Sanchez, mandatário alvinegro, já liberou o treinador para acertar com a CBF.


A informação foi confirmada por Ricardo Teixeira em nota oficial divulgada no site da CBF. Em tom otimista, o presidente da CBF mostra que já conta com Mano Menezes para fazer na segunda-feira a primeira convocação após a Copa do Mundo 2010.

- Conversei com muitas pessoas, assisti a debates em vários programas esportivos e ouvi também torcedores para chegar a três nomes. O que determinou a escolha foi o entendimento de que é necessária uma imediata renovação na Seleção Brasileira, o que o Mano Menezes iniciará já na convocação para o amistoso do dia 10 de agosto contra os Estados Unidos - disse Ricardo.

No comunicado oficial, a CBF faz elogios ao treinador do Corinthians. "Mano Menezes atende plenamente ao projeto traçado pela CBF. Técnico que conquistou o respeito pelo seu trabalho à frente do Grêmio e agora no Corinthians, marca a sua trajetória pelo equilíbrio e tem como característica o fato de gostar de trabalhar e lançar jovens jogadores."

A CBF informou ainda que Mano terá apoio irrestrito para assumir o cargo.

- O mais importante na escolha é o senso comum da importância da filosofia de renovação que será posta em prática. Tenho a absoluta confiança de que esse trabalho será feito com sucesso nessa trajetória que terminará em 2014 - disse Ricardo Teixeira.

Mudança de rumo após negativa de Muricy Ramalho

O provável "sim" de Mano encerra um dia que a CBF chegou a contar com Muricy Ramalho para ser o homem que comandaria a renovação após a Era Dunga. Ricardo Teixeira encontrou o treinador do Fluminense pela manhã. Após uma conversa de uma hora e meia, Muricy disse que aceitaria desde que o clube carioca o liberasse de cumprir o contrato.

No meio da tarde, dirigentes do Fluminense informaram que não liberariam o treinador e que ele teria o seu contrato esticado até dezembro de 2012. Depois, o próprio Muricy informou à CBF que não aceitaria o convite.

Títulos em uma carreira curta e vitoriosa

Gaúcho de Passo do Sobrado, cidade com pouco mais de seis mil habitantes, Mano Menezes foi zagueiro de clubes pequenos do interior do Rio Grande do Sul. O auge como jogador foi em 1988, com a conquista do título amador pelo Guarani. Mano bateu o último pênalti, que garantiu ao clube uma vaga na segunda divisão do Gauchão.

No mesmo Guarani ele começou a carreira como treinador aos 35 anos, em 1997. Em 2004, ganhou destaque no cenário nacional ao levar o 15 de Novembro de Campo Bom às semifinais da Copa do Brasil. Em 2005, foi para o Grêmio com a missão de tirar o clube da Série B. Além de cumprir a missão, conquistou o título gaúcho de 2006 para o Tricolor e foi vice-campeão da Taça Libertadores de 2007, perdendo a decisão para o Boca Juniors.

Em 2008, ganhou novamente a missão de reerguer um gigante que havia caído para a Série B. Foi campeão da competição com o Corinthians. No ano seguinte, levou o time aos títulos paulista e da Copa do Brasil

CBF oficializa recusa de Muricy

Treinador respondeu à entidade alegando que não foi liberado pelo Fluminense para assumir o cargo na Seleção Brasileira

O comunicado da CBF (Foto: divulgação / CBF)

Em um curto comunicado publicado em seu site, a CBF se pronunciou na noite desta sexta-feira a respeito do convite feito ao técnico Muricy Ramalho para dirigir a Seleção Brasileira.


Confira o comunicado:

A CBF convidou Muricy Ramalho, nesta sexta-feira pela manhã, para ser o técnico da Seleção Brasileira.

No final da tarde, Muricy Ramalho respondeu dizendo que não poderia aceitar o convite, em virtude de não ter sido liberado pelo Fluminense, o clube com o qual tem contrato.

Na noite de quinta-feira, após a partida entre Fluminense x Cruzeiro, no Maracanã, o treinador recebeu um convite para se reunir com o presidente Ricardo Teixeira no dia seguinte. Durante a manhã, o treinador encontrou o dirigente e o assessor de imprensa da entidade, Rodrigo Paiva, em um clube na Barra da Tijuca.

Quando a contratação parecia sacramentada, dirigentes do Fluminense anunciaram que Muricy fica no clube. Durante a tarde, Rodrigo Paiva afirmou para o GLOBOESPORTE.COM que estava esperando a resposta direta do treinador. E ela veio no começo da noite.

O dia em que Muricy fez que foi, mas não foi para a Seleção Brasileira

Técnico se reúne com Ricardo Teixeira pela manhã, mas no final da tarde dirigentes do Fluminense garantem que o treinador não deixa o clube

Muricy, R. Paiva e Ricardo Teixeira: reunião (EFE)

A história começou à meia-noite e quinze de sexta-feira no Maracanã. Quando deixava o estádio, já no estacionamento, Muricy Ramalho foi abordado por um funcionário da CBF com um telefone. Do outro lado da linha, Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF, e o convite para um café na manhã seguinte no Itanhangá Golfe Clube, aristocrático clube na zona oeste do Rio de Janeiro. Muricy aceitou, acordou cedo em seu apartamento no Hotel Intercontinental, em São Conrado, e chegou ao clube por volta de 10h30m. A esperá-lo, com camisa esportiva, estava o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.


A conversa durou uma hora e meia. O convite para treinar a Seleção Brasileira foi feito por Ricardo. Muricy disse sim com uma ressalva: precisava que o Fluminense o liberasse de seu contrato - que vai até o fim de 2010. Não pareceu uma ressalva enfática. Na visão da CBF, não seria inteligente para nenhum clube impedir que um técnico realizasse o sonho profissional de dirigir a seleção. A questão financeira (Muricy receberia da CBF pouco mais da metade do que recebe no Flu) também não pareceu relevante - uma vez que as possibilidades publicitárias de um técnico da seleção compensariam isso.

Após a conversa, Ricardo Teixeira saiu da reunião, da qual participou também Rodrigo Paiva, com palavras cautelosas, mas confiantes:

- Espero que ele possa confirmar a aceitação. Em seguida a gente escolhe o restante da comissão no decorrer da semana que vem - disse o presidente da CBF, referindo-se ao fato de que Muricy ainda se reuniria com dirigentes do Fluminense para formalizar sua saída do clube, que comanda há apenas 12 jogos.

Muricy, apressado, disse apenas que precisava conversar com o Fluminense. Em off, fontes da CBF davam como certa a contratação de Muricy. No começo da tarde, o GLOBOESPORTE.COM chegou a anunciar seu nome como o novo técnico da Seleção Brasileira (um erro pelo qual pedimos desculpas aos leitores).

A ligação de Muricy Ramalho com o Tricolor parecia realmente tênue: o contrato assinado pelo técnico até o fim do ano incluía uma cláusula que o dispensava de multa rescisória em caso de transferência para a Seleção. Mas havia uma negociação em curso envolvendo aumento de salário e renovação por dois anos - e Muricy tinha dado sua palavra de que aceitaria. Ao ouvir que o Fluminense não pretendia liberá-lo... e sabendo que a CBF não aceitava dividi-lo com o clube... Muricy respirou fundo. Teria que dizer não a seu maior sonho profissional. Por volta das 17h, o presidente do Fluminense, Roberto Horcades, em litígio com a CBF desde a última eleição no Clube do 13, anunciou com orgulho à imprensa reunida nas Laranjeiras:

- A posição oficial do Fluminense tem que ser dada. O Muricy vai continuar no clube cumprindo o contrato como deve ser. Pessoas do nível dele são necessárias no futebol - disse o dirigente.

O presidente do patrocinador do clube, Celso Barros, tomou a palavra logo em seguida e garantiu que o treinador terá o seu contrato renovado até dezembro de 2012. O vice de futebol, Alcides Antunes, revelou que o Fluminense não aceitaria dividir o treinador até o fim do ano com a Seleção Brasileira.

- O (presidente da CBF) Ricardo Teixeira já deu a posição dele, e a nossa é a de que o Muricy fica só no Fluminense. Se o clube pudesse liberá-lo, faríamos isso. Mas não temos interesse nenhum - garantiu Antunes.

Durante o treino, Muricy atendeu diversos telefonemas. E ouviu torcedores pedindo por sua permanência. Depois da entrevista da cúpula tricolor, o treinador deixou o clube sem falar. Avisou que só vai falar no domingo após o clássico contra o Botafogo. Enquanto isso, a CBF corre contra o relógio. Pouco depois das 19h, a CBF encerrou oficialmente o plano Muricy com uma nota oficial em que dizia que o treinador não poderia aceitar o convite, em virtude de não ter sido liberado pelo Fluminense.

Agora, dois nomes entraram em pauta: Mano Menezes, o favorito, e Vanderlei Luxemburgo - que comandou a seleção brasileira há dez anos.

Fluminense anuncia renovação de Muricy até o fim de 2012

Dirigentes garantem que não há possibilidade de o treinador ser demitido neste período e que o novo contrato será assinado em breve


Muricy: imune de demissão até fim de 2012 (Foto: AE

Felicidade em dose dupla para a torcida do Fluminense. Como se não bastasse a garantia da permanência de Muricy Ramalho mesmo após o convite para comandar a Seleção Brasileira, a diretoria tricolor confirmou em entrevista coletiva, nesta sexta-feira, no Salão Nobre das Laranjeiras, a renovação de contrato do treinador até 31 de dezembro de 2012.


Segundo o presidente do patrocinador, Celso Barros, esta, por sinal, foi a única negociação realizada nos últimos tempos e sequer foi cogitada a possibilidade de o treinador conciliar o Flu com a Seleção.

- Conversamos com o representante dele, que é o Marcio Rivelino. Em momento algum foi comentada a possibilidade de ele ficar nos dois (Fluminense e Seleção). O que falamos foi sobre a chance de ficar até 2012 no clube, que é o que vai acontecer. Ele está contente com o Fluminense, e nós estamos contentes com ele. Queríamos o Muricy há muito tempo, conseguimos, e acabamos de alcançar a liderança do Brasileirão.

Mais do que a renovação, o Fluminense garantiu também que Muricy está imune de qualquer possibilidade de demissão neste período.

- Temos um projeto e isso independe de derrotas. Muricy vai ser nosso técnico até 31 de dezembro de 2012. Ele tem história no futebol e está provando isso mais uma vez no Fluminense. Até o fim deste ano, o contrato está assinado. E isso será feito também com a renovação o mais rápido possível – disse o vice-presidente de futebol, Alcides Antunes.

O dirigente se mostrou tranquilo até mesmo diante das eleições presidenciais que serão realizadas no fim do ano.

- O próximo presidente vai assumir com o contrato em vigor e vai cumpri-lo. Além disso, acredito que quem for eleito vai gostar muito disso.

Muricy Ramalho assumiu o comando do Fluminense no dia 26 de abril. Desde então, dirigiu a equipe em 12 partidas, com sete vitórias, quatro derrotas e um empate.

Falta de garantias da CBF teria pesado em decisão de Muricy

Conversa com Ricardo Teixeira não teria deixado técnico seguro de que ficaria no cargo até a Copa de 2014 independentemente dos resultados

Muricy vai ao treino após reunir-se com a diretoria do Flu (Foto: Cahê Mota / GLOBOESPORTE.COM)




A possibilidade de comandar a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo no Brasil é, sem dúvida, uma realização profissional para qualquer treinador. Mas quem disse que o convite da CBF daria esta certeza a Muricy Ramalho? A falta de garantias de que chegaria ao Mundial, independentemente dos resultados nos quatro anos de trabalho, teria pesado na decisão do técnico em permanecer no Fluminense.

Em conversa com pessoas próximas, o treinador teria admitido não ter sentido segurança da cúpula da Confederação Brasileira de Futebol de que chegaria a 2014. Por outro lado, o Tricolor carioca, além de se mostrar contrário à liberação, ofereceu um contrato de mais dois anos a Muricy, que será assinado em breve.

Além disso, o projeto do Fluminense, que inclui toda a profissionalização do departamento de futebol, com o respaldo do patrocinador, empolga Muricy. Diante da permanência do comandante, o presidente da Unimed, Celso Barros, voltou a prometer a construção de um centro de treinamento para o clube.

Como Muricy não dará entrevista coletiva antes do clássico contra o Botafogo, domingo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, pela 11ª rodada do Brasileirão, Barros fez o papel de representante do treinador e disse que não está descartada sua passagem pela Seleção no futuro, desde que depois de 2012, quando se encerra o contrato com o Tricolor.

- Ficamos honrados pelo nosso técnico ter sido lembrado para a Seleção Brasileira. E de forma alguma o Muricy fechou as portas. Se mais para frente houver o interesse, pode acontecer.

Apesar do anúncio do Fluminense de que Muricy permanecerá no clube, a CBF aguarda uma posição oficial do treinador para buscar outro nome para o lugar de Dunga.

Surpreso com situação envolvendo Muricy, Mano ignora especulações

Técnico do Corinthians foi bombardeado de perguntas sobre o futuro técnico da Seleção Brasileira, mas manteve a postura adotada antes

Mano Menezes durante treinamento no Corinthians (Foto: AE)

Na imprensa, Mano Menezes chegou a ser mais cotado do que o próprio Muricy Ramalho para ser o técnico da Seleção Brasileira. E agora, com a não liberação do Fluminense, o comandante do Corinthians volta aos holofotes. Mas a postura do treinador não mudou. Ele continua tratando tudo apenas como especulações. Mais do que isso, não quer falar como segunda opção ou de qualquer coisa relacionada à CBF.


- Não me interessa falar sobre possibilidades, como nunca me interessou falar sobre algo sem embasamento. Sempre fui claro que não recebi convite da CBF. Vim para o clube com a notícia de que o Muricy era o técnico, e agora fui surpreendido com novas informações. Mas não vou me posicionar em cima de novas especulações – declarou Mano nesta sexta-feira, no Parque São Jorge.

Mano mostrou-se desgastado com o assunto. Para ele, ficou chato demais responder sobre algo que não é concreto, embora o seu nome tenha aparecido com força nas intenções da CBF após a Copa do Mundo.

- É demasiadamente desgastante ficar desmentindo uma coisa que não existe. E o pior, convivendo com os comentários de que existe. Agora vocês têm certeza de que eu estava falando verdade. Ainda bem que alguns ainda tomam essa postura no futebol – acrescentou o técnico alvinegro.

Por fim, o treinador do Timão afirmou não sonhar dirigir o time nacional. Não que ele não queira, mas não é algo que ele pensa diariamente e trata como meta.

- Não sonho com isso. Não durmo e não acordo pensando nisso – garantiu Mano.

O Corinthians volta a campo pelo Campeonato Brasileiro neste domingo, às 18h30m, contra o Guarani, no estádio do Pacaembu.